No dia 12 de fevereiro, a passagem de um ciclone extratropical deixou estragos em Pelotas. Entre as 16 escolas atingidas à época, o caso da Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Bernardo de Souza foi o mais grave. Parte do seu telhado foi levado pelos fortes ventos, o que causou danos significativos à estrutura e que impedem o uso do prédio desde então.
De acordo com a vistoria do serviço de manutenção escolar à época, algumas telhas de barro que são antigas e ficam em uma parte mais alta da estrutura se desprenderam, abrindo áreas maiores no telhado. Próximo do início do ano letivo, a preocupação de pais e professores era quanto ao cumprimento do calendário escolar e qual seria a decisão da Secretaria Municipal de Educação (SME) para a manutenção das aulas.
Atualmente, os cerca de 400 alunos matriculados na instituição estão realocados em outras escolas da rede municipal de ensino, ou estão aguardando o processo de realocação. Segundo a SME, são 350 já estudando em outras instituições e 61 aguardando o encaminhamento, que depende de processos específicos.
A secretaria afirma que todos os estudantes que estão em processo de espera já tiveram ofertas anteriores de vaga na rede pública. Entretanto, por motivos de turno, local da escola ou incompatibilidade com a rotina das famílias, essas crianças aguardam por uma vaga em instituições próximas à Emei Bernardo de Souza.
Quanto à pré-escola, a Smed afirma que, no momento, 23 estudantes estão em processo de matrícula em escolas parceiras e credenciadas. Outros oito estudantes aguardam pela aprovação do contrato pela Procuradoria-Geral do Município.
Obras
A necessidade de uma obra mais complexa no prédio levou a prefeitura à abertura de um contrato emergencial. Segundo a secretaria, esse contrato está em processo de finalização por parte da Secretaria Municipal de Administração e demais informações serão divulgadas posteriormente.
A Secretaria de Urbanismo elaborou o projeto de manutenção com base na avaliação técnica das condições do prédio, e a expectativa do executivo municipal é que a obra dure cerca de três meses a partir do seu início.
Problemas estruturais
Em 2024, o prédio que abriga a Bernardo de Souza apresentou problemas de infraestrutura que apresentavam riscos à segurança das crianças, levando ao seu fechamento.
Inaugurada em 2016, a Emei Bernardo de Souza é considerada a maior do município, com uma ampla estrutura para atender mais de 20 turmas. Poucos anos depois, o prédio colorido no Centro de Pelotas, localizado na esquina das ruas Padre Anchieta e Rafael Pinto Bandeira, começou a apresentar danos estruturais em paredes e janelas. Em fevereiro de 2024, um laudo técnico havia recomendado a reparação dos problemas do imóvel devido aos riscos apresentados pela construção.
