Nova ponte de acesso à Colônia de Pescadores Z-3 começa a sair do papel

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Nova ponte de acesso à Colônia de Pescadores Z-3 começa a sair do papel

Previsão inicial de conclusão da obra é de 120 dias

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Atualizado terça-feira,
14 de Abril de 2026 às 08:18

Nova ponte de acesso à Colônia de Pescadores Z-3 começa a sair do papel
Tráfego será reorganizado durante o período (Foto: Jô Folha)

Após quase dois anos utilizando uma estrutura provisória instalada pelo Exército Brasileiro, moradores da Colônia de Pescadores Z-3 começaram a ver nesta semana o avanço da obra da nova ponte sobre o Arroio Sujo, principal ligação da comunidade com a zona urbana de Pelotas, através da praia do Totó. A construção será realizada com recursos do Fundo Nacional da Defesa Civil, do governo federal, com investimento de R$ 897 mil.

Equipes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) atuam no local desde sexta-feira, executando as cabeceiras do desvio que servirá como acesso provisório à comunidade durante a obra. A expectativa é de que o Exército conclua ainda hoje a transferência da ponte temporária para o novo trecho, liberando a área onde será erguida a estrutura definitiva. Segundo a prefeitura, a construção da nova estrutura deverá começar dentro de cerca de 20 dias.

Problema histórico

A nova ponte pretende encerrar um problema antigo enfrentado pela comunidade. Em maio de 2024, durante a enchente que atingiu o município, a antiga ponte de madeira foi levada pela força da água, interrompendo o acesso à localidade.

Desde então, a travessia é feita por uma ponte provisória instalada pelo Exército, inicialmente prevista para uso temporário de três meses, mas que permaneceu em operação por quase dois anos.

Presidente do Sindicato dos Pescadores da Colônia Z-3, Nilmar Silva da Conceição afirma que a comunidade aguardava há bastante tempo por uma solução definitiva. “Na enchente de 2024 a gente ficou sem a ponte. Tem a ponte do Exército que era para ser substituída. A gente espera, espera e agora parece que veio.”

Segundo ele, a principal vantagem será a segurança em períodos de chuva intensa e cheias. “A ponte fixa é uma garantia que a gente tem. Nós tínhamos uma ponte que sempre foi de madeira. Nas enchentes ela cai. E agora vai ser de concreto.”

Processos burocráticos atrasaram entrega

O processo para viabilização da nova ponte se arrasta desde 2024. Conforme o diretor executivo da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Fabiano Ornel, questões burocráticas acabaram ampliando o prazo até o início da obra.

“É questão de recurso, licitação, empresa e procedimentos externos. O importante é que ela está saindo do papel. Em breve esse sonho vai se tornar uma realidade.”

Ornel explica que a nova estrutura será em concreto pré-moldado, o que deve acelerar a execução. “Seriam 120 dias, quatro meses. Nós não podemos dar uma precisão por causa do tempo, mas é uma ponte concreta, pré-moldada.”

Segundo ele, em caso de chuva ou outros atrasos, o prazo total pode chegar a seis meses. “Dentro de um máximo de seis meses, com todas as intempéries do tempo, acredito que isso daí já esteja pronto.”

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