Empresa Força e Luz inaugurou nova linha de bonde até a localidade chamada Três Vendas

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Empresa Força e Luz inaugurou nova linha de bonde até a localidade chamada Três Vendas

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Há 100 anos

Foi inaugurado o segundo trecho da linha de bondes elétricos, partindo da praça da República, atual Coronel Pedro Osório, até o que a imprensa chamou de “arrabalde” Três Vendas, atual bairro da cidade.

Às 16h30min de 6 de março de 1926, partiram do escritório central da Empresa Força e Luz, bondes conduzindo as autoridades civis, militares, representantes da imprensa e convidados, além da banda do 9º Regimento de Infantaria (RI). Depois de fazerem o percurso da circular, tomaram a linh adas Três Vendas até o ponto inicial do novo trecho em frente à loja do comerciante José Carlos Moraes.

As fitas que interrompiam a passagem da linha traziam as cores nacionais (verde e amarelo) e inglesas. O diretor da 3ª Diretoria da Intendência (prefeitura) de Pelotas, Emilio Leão, foi quem cortou as fitas, enquanto o capitão Eugenio Rodrigues, vice-presidente do Conselho Municipal, quebrou, no trilho, uma garrafa de espumante, ambos convidados pelo diretor-gerente da empresa, major Martim Guilayn.

Embarcada a comitiva prosseguiu a viagem até a casa comercial dos empresários Fiss e Tessmann, percorrendo uma distância de três quilômetros e meio, 1,3 mil metros antes do ponto final que ficava em frente a loja Ao Farol das Três Vendas. O grupo foi recebido pelos moradores da localidade com foguetório.

No salão da casa Fiss e Tessmann, a comitiva participou de uma confraternização organizada pela empresa, que montou uma mesa de frios, doces e espumante.

Há 105 anos

Pelotas homenageia Domingos José de Almeida com uma herma

Inauguração aconteceu em 5 de março (Foto: Reprodução)

Em 5 de março de 1921, às 16h, a então praça da República, hoje Coronel Pedro Osório, foi palco de uma solenidade que reuniu autoridades, descendentes e representantes da sociedade pelotense para a inauguração da herma em homenagem ao charqueador e líder político Domingos José de Almeida.

Erguido pela municipalidade, o monumento consagrou aquele que, em 17 de junho de 1835, propôs na Assembleia Provincial a substituição do nome São Francisco de Paula por Pelotas. A peça, busto em bronze sobre coluna de mármore escuro manchado de branco, assentada em base de mármore e granito, trazia inscrições que o definem como “Delineador desta cidade” e “Benemérito obreiro do progresso local”.

Defensor da Independência

Nascido em 9 de julho de 1797, em Diamantina, Minas Gerais, Domingos chegou a Pelotas em 1820. Fervoroso defensor da Independência, custeou festejos pelo 7 de Setembro e, mais tarde, destacou-se pelo traçado urbano da vila, demarcação de quadras e praças, incentivo à construção civil e contenção da especulação imobiliária. Foi pioneiro na navegação a vapor entre Pelotas e Rio Grande, com a barca Liberal, além de introduzir inovações nas charqueadas e atuar na melhoria da navegação no São Gonçalo.

Figura central na política provincial, integrou a fundação da República Rio-Grandense, organizando suas finanças entre 1836 e 1841. Também fundou, em 1858, o jornal Brado do Sul, onde sustentou campanhas políticas ao lado de Carlos von Koseritz.

Encomenda

A ideia da herma partiu de José Zeferino da Cunha, com encomenda do ex-intendente Cipriano Corrêa Barcelos. A cerimônia contou com a presença do intendente Pedro Luiz Osório e teve como orador o doutor Bruno de Mendonça Lima.

Cinco décadas após sua morte, ocorrida em 6 de maio de 1871, Pelotas reafirmava, em bronze e mármore, a memória de um de seus principais artífices.

Fonte: revista Illustração Pelotense; site Viva o Charque

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