Cancelas são levantadas e pedágio não é mais cobrado no Polo Rodoviário Pelotas

Fim da concessão

Cancelas são levantadas e pedágio não é mais cobrado no Polo Rodoviário Pelotas

Ecovias Sul deixou operação à 00h01min desta quarta-feira; trechos passam a ser responsabilidade do Dnit

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Atualizado quarta-feira,
04 de Março de 2026 às 00:33

Cancelas são levantadas e pedágio não é mais cobrado no Polo Rodoviário Pelotas
(Foto: Henrique Risse)

A concessão dos 459,6 quilômetros do Polo Rodoviário Pelotas, que era de responsabilidade da Ecovias Sul (antiga Ecosul), foi encerrada às 00h01min desta quarta-feira (4). As cancelas foram abertas, o tráfego desviado e não há mais cobrança de pedágio em nenhuma das cinco praças da região. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão federal, passa a administrar o trecho até que haja uma nova licitação.

Um taxista de Pelotas foi um dos primeiros a passar pelo trecho onde, até então, funcionava a praça de pedágio do Retiro, no km 511 da BR-116. Perguntado sobre a sensação de passar pelo local sem a cobrança da taxa, o trabalhador, que realiza o trajeto quase todos os dias, definiu-a como prazerosa. “Não pagar mais esse abuso que é o pedágio. Preocupa um pouco a questão das rodovias, a gente tem que ter estrutura para tudo isso aí”, diz.

Na passagem de comando, os cerca de 190 trabalhadores do setor operacional da Ecovias Sul foram dispensados. O administrativo da empresa seguirá atuando até o final de março, para os encaminhamentos finais.

O órgão federal não tem ambulâncias disponíveis, serviço que deverá ser reforçado pelas prefeituras. Com relação ao atendimento aos acidentes, o 0800 da Ecovias foi descontinuado. Em situações de emergência, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deve ser acionada pelo número 191. A iluminação nas praças de pedágio será mantida até a conclusão da transferência operacional.

O tráfego de veículos foi canalizado para as extremidades das praças através de sinalização com cones e placas. Ao longo dos dias, há possibilidade de formação de filas, principalmente nos horários de maior movimentação, pois o tráfego será canalizado em duas faixas.

As cabines das praças permanecem no local, mas desativadas. O Ministério dos Transportes solicitou que não fossem feitas demolições, apenas direcionar o direcionamento de fluxo. As balanças instaladas nas praças também deixaram de funcionar.

Manifestações

Lideranças regionais, representantes e a população concentraram-se, desde o final da tarde de terça-feira (3), nas proximidades das praças de pedágio. No Capão Seco, entre Rio Grande e Pelotas, vereadores rio-grandinos membros de uma comissão especial formada para acompanhar o tema, acompanharam o encerramento das atividades. “Estamos pedindo que nos apresentem, no mínimo, três cenários com obras de infraestrutura onde a região possa escolher”, afirma um dos integrantes da comissão, o vereador Luciano Figueiredo, Luka (PSDB).

Segundo o representante, a comissão acompanhará todas as audiências públicas e reuniões sobre a nova concessão, onde seguirão cobrando respostas. “No momento, nós precisamos de tarifas justas. Se no pedágio nós já saímos perdendo, fica muito complicado a competição”, diz Luka.

Integrantes do movimento sindical também estiveram presentes, a partir da convocação de um ato pacífico, onde pediam uma melhor estruturação da próxima concessão, que garanta preços considerados mais justos, além de serviço de guincho, ambulância e manutenção da rodovia.

Próximos passos

A Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) já estabeleceu as datas das audiências públicas que discutirão o próximo modelo de concessão do trecho. Depois, com a coleta de sugestões e o diálogo com a população, o processo vai para o Tribunal de Contas da União (TCU), que irá avaliar e encaminhar ao Ministério dos Transportes para que seja lançado o novo edital de licitação da chamada Rota Portuária Sul.

A expectativa do Dnit é que até o final do ano o trecho que compreende a região Sul tenha uma nova concessionária. 

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