Por mais que a pauta do fim do contrato de concessão do Polo Rodoviário Pelotas tenha feito parte da agenda de veículos de comunicação, prefeituras, órgãos e instituições nos últimos meses, com debates, provocações e retirada de dúvidas sobre o modelo que passa a operar a partir desta quarta-feira (04) — primeiro dia sem a cobrança de pedágio e os serviços básicos de atendimento (socorro médico e mecânico) —, motoristas que se acostumaram a contar com o apoio da concessionária nos últimos 27 anos carregam dúvidas em relação ao que passa a acontecer desta quarta-feira em diante.
Não existe um número fixo para enviar mensagens ou fazer ligações em caso de necessidade, conforme a natureza do pedido. Cada motorista terá de saber o que fazer, de acordo com as circunstâncias. O socorro mecânico certamente será o mais complicado para quem buscar apoio. Afinal, ninguém costuma ter um guincho salvo na memória do celular, muito menos mecânicos que estejam prontos para se deslocar por longas distâncias, a qualquer hora do dia.
Os mais de 400 quilômetros de estradas da Zona Sul estão, desde o primeiro segundo de hoje, sob o escopo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). No lugar da Ecovias Sul, quatro empresas foram contratadas. Elas farão a manutenção da pista e oferecerão o atendimento básico, como o cuidado com os acostamentos e reparos em buracos que surjam.
O Samu 192 — Serviço de Atendimento Móvel de Urgência —, disponível 24 horas por dia, torna-se a principal referência para quem precisar de ajuda em casos emergenciais, como acidentes, ao lado dos Bombeiros (193), equipados e preparados para procedimentos mais especializados, como a liberação de vítimas presas nas ferragens dos veículos. Também o número oficial da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para emergências — 191 — ganha importância.
Não se pode dizer que a Zona Sul aproveitou o tempo a seu favor para organizar, de forma estratégica, a melhor maneira de agir no período que viveremos até o encerramento do leilão e sem os serviços concedidos. Reuniões aconteceram horas antes do encerramento do contrato, como se o prazo fosse uma data desconhecida no calendário. Ao contrário, todos sabiam o dia e a hora do fim. Agora, é trabalhar para responder com a mesma agilidade e capacidade àqueles que necessitarem de ajuda, até sabermos qual empresa irá assumir novamente o trecho.
