O principal produto agrícola do Rio Grande do Sul, a soja, já está praticamente plantada em toda a área destinada à cultura em território gaúcho. Dentro das expectativas da Emater-RS/Ascar, a safra 2025/2026 poderá superar a última grande safra do grão registrada em 2021, por conta das condições climáticas favoráveis para o cultivo nos últimos meses. Na Zona Sul, a área plantada está em cerca de 510 mil hectares, o que representa 99% do total projetado.
De acordo com o Informativo Conjuntural emitido ontem pelo Escritório Regional da Emater de Pelotas, que compreende o período entre 5 e 12 de janeiro, nas áreas já semeadas na região Sul, as plantas de soja estão 94% na fase de desenvolvimento vegetativo e cerca de 6% em início do período reprodutivo.
As estimativas para o cultivo da soja safra 2025/2026 são de plantar uma área de 511,7 mil hectares em todos os 22 municípios da Zona Sul. O destaque é para as cidades de Piratini e Canguçu com a intenção de plantio de uma área de 57 mil hectares em cada uma, seguidas por Arroio Grande e São Lourenço do Sul (50 mil ha), Pedras Altas (49 mil ha), Santa Vitória do Palmar (47 mil ha) e Jaguarão (45 mil ha).
Ainda conforme a avaliação da Emater, o desenvolvimento do grão está dentro do esperado para o período e os solos estão conseguindo manter as boas condições de umidade em toda região, por conta do clima favorável, o que deverá proporcionar um desenvolvimento acelerado das plantas de soja.
Clima
No início da safra, a previsão de La Niña preocupava os produtores, uma vez que o fenômeno climático causa a diminuição das chuvas na porção Sul do país. Com o enfraquecimento da influência, a distribuição das chuvas pelo território tornou-se mais satisfatória, impactando positivamente no cultivo da soja.
Chuvas frequentes e volumosas, em dias intercalados com sol, contribuem de forma positiva para as lavouras de soja. Os grãos precisam de umidade de solo satisfatória e boa radiação, condição que predomina na região no último mês.
De acordo com o Supervisor Regional e Gerente Regional substituto da Emater, o engenheiro agrônomo Edgar M. Norenberg, alguns dos 22 municípios da Zona Sul enfrentaram problemas com estiagem durante a safra. No entanto, ainda não são contabilizadas perdas. “É difícil de avaliar se teremos diminuição de produtividade, no final do mês teremos uma nova avaliação e uma visão melhor do momento. Os municípios da fronteira com Uruguai tiveram menos chuvas”, afirma.
Preço
O Informativo Conjuntural da Emater de Pelotas também traz as estimativas de preço para a soja na região Sul.
Nesta semana os preços da soja operaram com pequenas variações nos valores pagos aos produtores rurais da região, com tendência de queda nos valores praticados. Os preços dos sacos de soja pagos ao produtor com ficaram com valores entre R$ 126,00 e R$ 143,00 por saco de 60 quilos.
Em Rio Grande a R$ 143,00, Jaguarão a R$ 128,00; Pelotas no valor de R$ 123,00; Piratini R$ 127,00; São Lourenço do Sul R$ 122,00; Canguçu no valor de R$ 124,00 e Santana da Boa Vista a R$ 124,00.
Soja no RS
Em setembro do ano passado, durante a Expointer, a Emater projetou uma produção de 21,4 milhões de toneladas de soja. Caso este número se confirme, o Rio Grande do Sul deverá superar a última grande safra, de 2021, quando foram produzidas 20,4 milhões de toneladas do grão no território gaúcho.
Com relação a área plantada, a projeção do órgão é de 6,74 milhões de hectares, que poderá representar uma produtividade de 3.180 quilos por hectare.
No último relatório semanal emitido pela Emater, no dia 8 de janeiro, 96% da área destinada para a soja no Estado estava plantada, sendo 87% das lavouras em desenvolvimento vegetativo e 13% em fase de floração.
A expectativa para o final da safra de verão 2025/2026 é que o Rio Grande do Sul produza 35 milhões de toneladas de grãos.
