Há 135 anos
Figura de relevo da Primeira República e nome que atravessou o cenário político nacional, o pelotense Alexandre Cassiano do Nascimento permanece inscrito não apenas nos registros da história brasileira, mas também no traçado urbano de Pelotas. A rua Doutor Cassiano, no centro histórico da cidade, guarda a memória de um homem que esteve no coração das grandes decisões institucionais do país no final do século XIX.
Nascido em Pelotas em 1856, Cassiano do Nascimento construiu uma trajetória marcada pelo direito e pela política. Em janeiro de 1891, aos 34 anos, exercia seu primeiro mandato como deputado no Congresso Nacional Constituinte. Cabia àquela geração a tarefa de estruturar juridicamente a jovem República, proclamada no ano anterior. A Constituição foi promulgada em 24 de fevereiro de 1891 e, a partir de então, Cassiano passou a atuar como deputado federal em um período de intensas disputas políticas e instabilidade institucional.
Oposição a Floriano
Após a renúncia do marechal Deodoro da Fonseca, em 23 de novembro de 1891, Cassiano posicionou-se contra a ascensão de Floriano Peixoto à Presidência da República, uma vez que o vice não convocara novas eleições, como defendiam setores republicanos. Essa oposição, no entanto, não se sustentaria por muito tempo. A partir de 1892, com a aliança entre Floriano e Júlio de Castilhos, chefe do Partido Republicano Rio-Grandense, Cassiano deixou o campo oposicionista e passou a integrar o núcleo do poder.
O ápice de sua carreira política ocorreu durante o governo Floriano Peixoto. Em 26 de outubro de 1893, foi nomeado ministro das Relações Exteriores. Pouco depois, em 8 de dezembro, assumiu interinamente o Ministério da Justiça e Negócios Interiores. Em agosto de 1894, acumulou também a pasta da Fazenda. Até o fim do governo, em 15 de novembro daquele ano, Cassiano responderia simultaneamente pelos três ministérios.
Influente
À frente do Itamaraty, teve papel decisivo durante a Revolta da Armada, um dos episódios mais graves da crise florianista. Conforme registrado no Relatório do Ministério das Relações Exteriores de 1894, foi Cassiano quem, em nota datada de 11 de março, recusou a proposta de rendição apresentada pelo almirante Saldanha da Gama, um dos líderes do movimento rebelde. O peso político que concentrava lhe rendeu fama nacional: dizia-se que influenciava, direta ou indiretamente, as demais pastas do governo. Daí o apelido que atravessou o país, o “Ministro das Sete Pastas”, em referência ao total de ministérios existentes à época.
Alexandre Cassiano do Nascimento faleceu em 1912, mas sua memória seguiu viva em Pelotas. No início do século 20, seu nome foi escolhido para batizar uma antiga via do centro da cidade, cuja história antecede em muito a República. Projetada na planta urbana de 1815, a rua era conhecida inicialmente como rua da Quitanda ou rua do Padeiro, em razão dos pequenos comerciantes que ali vendiam hortaliças, frutas, cachaça, pães e biscoitos, em um ambiente descrito como tranquilo e pacato.
Mais tarde, em 1869, em meio ao fervor patriótico provocado pela Guerra do Paraguai, a via passou a se chamar Dezesseis de Julho, em homenagem ao reconhecimento de Humaitá, episódio em que se destacou a figura do general Osório. Apenas no século 20 veio a denominação atual, rua Doutor Cassiano, consolidando a homenagem ao advogado e político pelotense que alcançou projeção nacional.
Fontes: Os passeios da Cidade antiga – Guia Histórico das ruas de Pelotas, Mario Osorio Magalhães; Fundação Getúlio Vargas
Há 90 anos
Associação Comercial empossa nova diretoria para o biênio 1936-37

(Foto: Reprodução)
A Associação Comercial de Pelotas teve eleita a sua nova diretoria para o biênio 1936-1937 em assembleia geral realizada no dia 10 de janeiro de 1936. A posse ocorreu no dia 13, uma segunda-feira.
A diretoria foi composta por Vitorino Menegotto, presidente, Nelson Ferraz Viana, vice-presidente, e Domingos Mendizabal, tesoureiro, além dos primeiro e segundo secretários. Ainda participavam como diretores: José Rocha, Rubens Ferreira Xavier, Balbino de Souza Mascarenhas, Carlos Gotuzzo Giacoboni, Ramão Gorgot, José B. Casagrande, Fermiano Soares, Otaviano Florindo Abreu, Fernando Metzger, Silvio Echenique, Osvaldo Haerte e Adolfo Fetter.
Fonte: Acervo Bibliotheca Público Pelotense
Há 50 anos
Secretaria de Obras e Viação apresenta balanço das ações de 1975
O Departamento Municipal de Estradas de Rodagem, órgão da, então, Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), apresentou um balanço sobre suas ações durante o ano de 1975. O destaque foi dado para 14 novas pontes, que teriam sido construídas, pela Secretaria na Zona Rural de Pelotas. O relatório ainda apontou a restauração de 41 estradas no interior.
A extensão das novas pontes alcançaram 172 metros, divulgou a Secretaria. Sobre o arroio Cadeia foi construída a mais longa, com 30 metros. Em passagens dos arroios Caneleiras e Quilombo foram erguidas outras duas, com 23 metros cada uma.
O trabalho foi intensificado no final do ano de 75 para auxiliar no escoamento das safras coloniais de verão. Na época teriam sido gastos 300 mil cruzeiros na recuperação de estradas.
Fonte: Acervo Bibliotheca Público Pelotense