Há 100 anos
Pelotas começa o ano de 1926 com uma nova formação musical, a Jazz Band Ideal, apostava na mistura rítmica entre as culturas musicais afro e americana, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, para encantar os pelotenses. A banda era formada pelo violonista Holoubek, a pianista alemã madame Stahlhut, diplomada pelo Conservatório de Colônia, o saxofonista, clarinetista e flautista João e o baterista Zé, na época considerado um dos melhores executantes da chamada “pancadaria americana”. O quinteto ainda contava com o professor de banjo e violinista francês Henry, formado pelo Conservatório de Paris, também bailarino e sapateador.

Henry também era exímio sapateador (Foto: Reprodução)
Oficialmente criada em 15 de outubro de 1925, a Jazz Band Ideal foi muito bem-recebida pelos pelotenses. Mesmo com apenas dois meses de formação, tinham sido contratados para tocar nos clubes Comercial e Caixeiral, na quermesse da Bibliotheca Pública Pelotense e em dois casamentos.
No repertório estavam as modernas composições jazzísticas da época. Os contatos com a banda eram feitos por meio da Casa de Pianos da Adolfo Schwab, na rua Gonçalves Chaves, 556.
Técnico em piano
O alemão Adolfo Schwab, considerado um dos melhores técnicos em pianos de Pelotas, também era representante geral da marca AA (Doble A) e foi um importante introdutor do bandoneon no estado. Na sua tese doutorado, intitulada Manifestações da Cultura Militar no espaço educacional brasileiro, na primeira República: o contexto de Pelotas (Educação/UFPel, 2015), Genivaldo Gonçalves Pinto identifica Schwab como o editor da partitura original do Hymno do Tiro Brazileiro de Pelotas.
De acordo com os detalhes apresentados pelo pesquisador, Schwab atuou na publicação deste documento histórico na cidade de Pelotas. A obra editada, entre 1913 e 1917, por ele apresentava a letra escrita pelo Tenente Januário Coelho da Costa e a música composta por Fernando Luis Osorio. O texto posiciona Adolfo Schwab como um agente editorial que contribuiu para a circulação de símbolos de identidade nacional e militar em Pelotas no início do século 20.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública
Há 50 anos
Um dos símbolos mais tradicionais do Centro Histórico estava de volta

Fonte das Nereidas é do século 19 (Foto: Jô Folha)
Em janeiro de 1976, uma ação da Prefeitura de Pelotas devolveu à comunidade um dos símbolos mais tradicionais do Centro Histórico: o chafariz da praça Coronel Pedro Osório voltou a jorrar água após um período de interrupção. O funcionamento foi restabelecido depois que servidores da então Secretaria de Serviços Urbanos localizaram e corrigiram um vazamento, problema apontado por moradores do entorno da praça. A iniciativa, embora simples, teve forte repercussão na paisagem urbana e no cotidiano da cidade, marcando o cuidado com um espaço que sempre ocupou papel central na vida pelotense.
Na história
Instalada no coração da praça, a chamada Fonte das Nereidas, hoje patrimônio nacional, integra a história urbana desde o século 19. Importado da França pela Companhia Hydráulica Pelotense, em 1875, o chafariz fazia parte de um conjunto de quatro estruturas destinadas não apenas à ornamentação dos jardins públicos, mas também ao abastecimento de água da população que vivia nas imediações. Datada de 25 de junho de 1873, a obra substituiu o antigo pelourinho, erguido em 1832, tornando-se símbolo da autonomia municipal.
Segundo Loteamento
A praça Coronel Pedro Osório, integrante do segundo loteamento de Pelotas, ocupa terras que pertenceram a Mariana Eufrásia da Silveira, doadas por ordem do governador Dom Diogo de Souza, em 1812. Ao longo do tempo, o logradouro recebeu diferentes denominações, como: praça da Regeneração, Dom Pedro II e da República, até chegar ao atual nome. Com oito acessos, arborização abundante e um entorno marcado por edificações construídas entre 1870 e 1930, o espaço reúne ainda obras do escultor Antônio Caringi, como o monumento ao Coronel Pedro Osório, o monumento à Mãe Pelotense e o Relógio Solar.
Fontes: Acervo Bibliotheca Pública; Pelotense Biblioteca IBGE