Bispo confirma que Hospital de Clínicas será hospital-escola da UCPel

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Bispo confirma que Hospital de Clínicas será hospital-escola da UCPel

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Atualizado quinta-feira,
01 de Janeiro de 2026 às 11:08

Há 50 anos

Em visita ao prefeito Ary Alcântara, em dezembro de 1975, o bispo de Pelotas e magnífico reitor da Universidade Católica de Pelotas, Dom Antônio Zattera, confirmou que a instituição de ensino iria comprar 51% das ações do Hospital de Clínicas. Na conversa, Zattera acrescentou que o objetivo era que o hospital fosse utilizado a partir de 1976 pelos alunos da área da saúde da Universidade.

A efetivação da compra ocorreu em 15 de fevereiro de 1976, quando a UCPel assumiu oficialmente o controle do hospital. Em 1º de agosto de mesmo ano passou a dar um caráter filantrópico ao atendimento oferecido à comunidade. Surgia assim o Hospital de Clínicas da Universidade Católica de Pelotas que, em 1996, com o objetivo de fortalecer a identidade filantrópica e católica, recebeu o nome de Hospital Universitário São Francisco de Paula.

O Hospital de Clínicas foi inaugurado em 27 de junho de 1958. Fundada como uma sociedade anônima, na época sob o nome de Hospital de Clínicas de Pelotas Doutor Francisco Simões, a ideia inicial era que o local fosse apenas uma casa de saúde. No entanto, o projeto teve êxito e acabou transformando-se em hospital.

Zattera foi o terceiro bispo de Pelotas (Foto: Reprodução)

Terceiro bispo

Dom Antônio Zattera nasceu em Garibaldi, no dia 25 de julho de 1899, e morreu em Pelotas, em 15 de outubro de 1987. Foi o terceiro bispo da Diocese de Pelotas. Seu episcopado começou em 1942 e também abrangeu por um período as cidades de Rio Grande e Bagé. Durante os 35 anos em que desempenhou sua função, ajudou a traçar novas perspectivas de vida para milhares de jovens da região sul a partir do acesso à educação e à evangelização.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; site ucpell.edu.br

Há 100 anos

Déficit entre receita e despesa da Viação Férrea cai no primeiro semestre de 1925

O 7º Distrito da Inspetoria Federal das Estradas de Ferro, juntamente com a Direção Geral da Viação Férrea e a representação gaúcha da Fazenda Nacional, divulgaram na imprensa local um balanço (entre receita e despesas) do primeiro semestre da movimentação financeira de 1925, da Viação Férrea do Rio Grande do Sul. De acordo com a contabilidade feita entre os dias 26 de outubro e 6 de novembro, havia um déficit de pouco mais de 2,8 mil contos de réis.

O valor foi considerado favorável se comparado ao fechamento de 1924, quando o déficit chegou a 4 mil contos. Segundo as autoridades, a redução se devia à boa administração estadual.

Também foi divulgada a extensão total do tráfego, que tinha atingido 2,6 mil quilômetros e 275 metros. A somatória incluiu as linhas:

  • Porto Alegre a Uruguaiana: 726,946 quilômetros
  • Rio dos Sinos a Taquara: 53,001 quilômetros
  • Montenegro Caxias: 116 quilômetros
  • Ligação à margem do Taquari: 2 quilômetros
  • Couto a Santa Cruz 20 quilômetros
  • Ramal de Paredão: 3 quilômetros
  • Dilermando Aguiar e Sant’Anna: 158 quilômetros
  • Santa Maria a Marcelino Ramos: 535 quilômetros
  • Cacequi a Bagé e Rio Grande: 490 quilômetros
  • Junção – Beira Mar: 17 quilômetros
  • Ramal de Pelotas Fluvial: 2 quilômetros
  • Cruz Alta a Santo Ângelo: 109 quilômetros
  • Taquara a Gramado e linha do Ramal de Taquara a Canela: 49 quilômetros
  • Carlos Barbosa a Bento Gonçalves, do Ramal de Carlos Barbosa a Alfredo Chaves: 19 quilômetros
  • Ramal do Basílio a Jaguarão: 37 quilômetros
  • Do Ramal de São Sebastião a Sant’Anna. De São Sebastião Dom Pedrito: 57 quilômetros
  • Ramal de Alegrete a Quaraí: 57 quilômetros

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Há 90 anos

Air France oferece serviço aéreo postal aos pelotenses

Rotas transoceânicas feitas exclusivamente com hidroaviões (Foto: Reprodução)

Era na rua 15 de Novembro, 554, onde passou a funcionar a agência local da Air France em Pelotas. A empresa receberia encomendas até as 19h de sexta-feira e o contato telefônico para informações era o M.R. 791. As malas postais aéreas para estes correio semanais 100% aéreos, eram fechadas na Agência Especial dos Correios e Telégrafos aos sábados às 9h.

Em 1935, a Air France ligava, com uma travessia regular, semanal, pelo Atlântico Sul, a Europa ao continente Sul-Americano, em “apenas três dias”, divulgava a empresa aérea. O trabalho era feito em hidroaviões, na parte transoceânica, e por aeronaves trimotores, na parte terrestre. Esta ligação semanal transoceânica, inteiramente aérea, entrou em vigor em 1º de janeiro de 1936.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

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