Há 50 anos
Em visita ao prefeito Ary Alcântara, em dezembro de 1975, o bispo de Pelotas e magnífico reitor da Universidade Católica de Pelotas, Dom Antônio Zattera, confirmou que a instituição de ensino iria comprar 51% das ações do Hospital de Clínicas. Na conversa, Zattera acrescentou que o objetivo era que o hospital fosse utilizado a partir de 1976 pelos alunos da área da saúde da Universidade.
A efetivação da compra ocorreu em 15 de fevereiro de 1976, quando a UCPel assumiu oficialmente o controle do hospital. Em 1º de agosto de mesmo ano passou a dar um caráter filantrópico ao atendimento oferecido à comunidade. Surgia assim o Hospital de Clínicas da Universidade Católica de Pelotas que, em 1996, com o objetivo de fortalecer a identidade filantrópica e católica, recebeu o nome de Hospital Universitário São Francisco de Paula.
O Hospital de Clínicas foi inaugurado em 27 de junho de 1958. Fundada como uma sociedade anônima, na época sob o nome de Hospital de Clínicas de Pelotas Doutor Francisco Simões, a ideia inicial era que o local fosse apenas uma casa de saúde. No entanto, o projeto teve êxito e acabou transformando-se em hospital.

Zattera foi o terceiro bispo de Pelotas (Foto: Reprodução)
Terceiro bispo
Dom Antônio Zattera nasceu em Garibaldi, no dia 25 de julho de 1899, e morreu em Pelotas, em 15 de outubro de 1987. Foi o terceiro bispo da Diocese de Pelotas. Seu episcopado começou em 1942 e também abrangeu por um período as cidades de Rio Grande e Bagé. Durante os 35 anos em que desempenhou sua função, ajudou a traçar novas perspectivas de vida para milhares de jovens da região sul a partir do acesso à educação e à evangelização.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; site ucpell.edu.br
Há 100 anos
Déficit entre receita e despesa da Viação Férrea cai no primeiro semestre de 1925
O 7º Distrito da Inspetoria Federal das Estradas de Ferro, juntamente com a Direção Geral da Viação Férrea e a representação gaúcha da Fazenda Nacional, divulgaram na imprensa local um balanço (entre receita e despesas) do primeiro semestre da movimentação financeira de 1925, da Viação Férrea do Rio Grande do Sul. De acordo com a contabilidade feita entre os dias 26 de outubro e 6 de novembro, havia um déficit de pouco mais de 2,8 mil contos de réis.
O valor foi considerado favorável se comparado ao fechamento de 1924, quando o déficit chegou a 4 mil contos. Segundo as autoridades, a redução se devia à boa administração estadual.
Também foi divulgada a extensão total do tráfego, que tinha atingido 2,6 mil quilômetros e 275 metros. A somatória incluiu as linhas:
- Porto Alegre a Uruguaiana: 726,946 quilômetros
- Rio dos Sinos a Taquara: 53,001 quilômetros
- Montenegro Caxias: 116 quilômetros
- Ligação à margem do Taquari: 2 quilômetros
- Couto a Santa Cruz 20 quilômetros
- Ramal de Paredão: 3 quilômetros
- Dilermando Aguiar e Sant’Anna: 158 quilômetros
- Santa Maria a Marcelino Ramos: 535 quilômetros
- Cacequi a Bagé e Rio Grande: 490 quilômetros
- Junção – Beira Mar: 17 quilômetros
- Ramal de Pelotas Fluvial: 2 quilômetros
- Cruz Alta a Santo Ângelo: 109 quilômetros
- Taquara a Gramado e linha do Ramal de Taquara a Canela: 49 quilômetros
- Carlos Barbosa a Bento Gonçalves, do Ramal de Carlos Barbosa a Alfredo Chaves: 19 quilômetros
- Ramal do Basílio a Jaguarão: 37 quilômetros
- Do Ramal de São Sebastião a Sant’Anna. De São Sebastião Dom Pedrito: 57 quilômetros
- Ramal de Alegrete a Quaraí: 57 quilômetros
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
Há 90 anos
Air France oferece serviço aéreo postal aos pelotenses

Rotas transoceânicas feitas exclusivamente com hidroaviões (Foto: Reprodução)
Era na rua 15 de Novembro, 554, onde passou a funcionar a agência local da Air France em Pelotas. A empresa receberia encomendas até as 19h de sexta-feira e o contato telefônico para informações era o M.R. 791. As malas postais aéreas para estes correio semanais 100% aéreos, eram fechadas na Agência Especial dos Correios e Telégrafos aos sábados às 9h.
Em 1935, a Air France ligava, com uma travessia regular, semanal, pelo Atlântico Sul, a Europa ao continente Sul-Americano, em “apenas três dias”, divulgava a empresa aérea. O trabalho era feito em hidroaviões, na parte transoceânica, e por aeronaves trimotores, na parte terrestre. Esta ligação semanal transoceânica, inteiramente aérea, entrou em vigor em 1º de janeiro de 1936.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense