A definição de Pelotas como base operacional da Petrobras no Rio Grande do Sul representa um marco no avanço da exploração de petróleo e gás na região sul. A estrutura, que será a primeira do Estado, deve dar suporte logístico às futuras operações na Bacia de Pelotas, considerada uma nova fronteira exploratória no país.
Neste momento, porém, o projeto está na fase de estudos. Apesar dos indícios positivos, ainda não há confirmação de reservas e a etapa atual é de estudos geológicos do local, que permitirão análises técnicas mais aprofundadas antes de qualquer atividade de extração.
Essa leitura é reforçada pelo presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy. Segundo ele, o trabalho em andamento na Bacia de Pelotas é o levantamento sísmico, considerado o primeiro passo da exploração.
De acordo com Ardenghy, a sísmica funciona como um ‘raio-x’ do subsolo, permitindo identificar estruturas com potencial para armazenar hidrocarbonetos, criando um mapa subterrâneo. A partir desse mapeamento, caso sejam encontrados indícios positivos, o processo avança para a perfuração de poços exploratórios, etapa que, segundo Ardenghy, pode ocorrer em um prazo de dois a três anos.
“Aquele mapa (sísmica) vai indicar a possibilidade de alguma reserva. Depois, vem a perfuração. Se a sísmica em Pelotas for positiva, nós estaríamos perfurando o primeiro poço daqui a dois a três anos”, explica.
Com a identificação da presença de petróleo ou gás, o impacto pode ser significativo. Além da geração de empregos e movimentação da economia local, Ardenghy destaca o potencial de reforço na segurança energética, ampliando a produção nacional e reduzindo a dependência de fontes externas.
“Se for confirmada a presença de petróleo, a expectativa é de algo muito importante, até para aumentar a segurança energética do estado e do Brasil”, completa.
