Rio Grande, lideranças e setor pesqueiro propõem gestão compartilhada no Parque do Albardão

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Rio Grande, lideranças e setor pesqueiro propõem gestão compartilhada no Parque do Albardão

Pedido levado ao governo federal também defende participação na elaboração do Plano de Manejo do parque

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Atualizado quarta-feira,
08 de Abril de 2026 às 15:51

Rio Grande, lideranças e setor pesqueiro propõem gestão compartilhada no Parque do Albardão
(Foto: Divulgação)

A prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira (PT), acompanhada do deputado federal Alexandre Lindenmeyer (PT), esteve nos Ministérios da Pesca e do Meio Ambiente e apresentou documento subscrito por lideranças e entidades representativas da pesca. O ofício reúne considerações e proposições relativas à gestão compartilhada dos recursos pesqueiros do Parque Nacional do Albardão. Uma reunião foi marcada para a próxima quarta-feira para discutir o assunto.

Conforme o documento, elaborado após reunião entre prefeitura, representantes do setor pesqueiro, Universidade Federal de Rio Grande (Furg) e lideranças políticas, o documento reconhece a importância das iniciativas para conservação do meio ambiente e proteção ambiental, mas destaca a necessidade de assegurar que o processo ocorra de forma socialmente justa. O texto alerta para possíveis impactos socioeconômicos sobre a pesca, atividade essencial para a economia e para as comunidades da região sul do Estado.

Entre as principais preocupações está a possibilidade de crescimento da pesca ilegal, não declarada e não regulamentada. Nesse contexto, entende-se que a implementação do parque deve ser acompanhada de monitoramento contínuo e avaliação constante. A proposta encaminhada ao governo federal também prevê a construção de uma transição sustentável pactuada, baseada no diálogo permanente.

Pedido por diálogo

O documento sugere ainda a criação de uma Mesa Permanente de Diálogo, com participação dos governos federal, estadual e municipal, setor produtivo, comunidade científica e representações dos trabalhadores. Também propõe medidas como a elaboração do Plano de Manejo antes da aplicação de restrições, a integração com o Planejamento Espacial Marinho, a priorização da pesca nas áreas de amortecimento, a regularização das embarcações e o fortalecimento da fiscalização.

Além disso, o pedido destaca a necessidade de investimento contínuo em pesquisa científica, especialmente por meio da Furg, para garantir dados confiáveis que orientem a gestão do setor.

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