Pátio Jacques Georges lança complexo gastronômico e cultural em Pelotas

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Pátio Jacques Georges lança complexo gastronômico e cultural em Pelotas

Espaço será aberto oficialmente na sexta-feira (10) com 18 lojas

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Pátio Jacques Georges lança complexo gastronômico e cultural em Pelotas
A parte superior concentrará atividades diurnas e o térreo focará no público noturno (Foto: Jô Folha)

Um novo espaço de convivência, gastronomia e experiências começa a ganhar forma no centro de Pelotas. O Pátio Jacques Georges, empreendimento ligado à tradicional rede hoteleira da cidade, inicia sua operação, na sexta-feira (10), com 18 lojas e já projeta uma segunda fase de expansão. Nesta terça-feira (7), um soft opening foi realizado no local para celebrar a conclusão de cerca de cinco anos de obras.

De acordo com o gestor do projeto, Arthur Hallal, a proposta vai além de um centro comercial tradicional. “A ideia é fazer um ponto de encontro em um complexo gastronômico com diversas opções”, explica.

O espaço foi concebido a partir da união de três imóveis, ligados ao hotel Jacques Georges da rua Gonçalves Chaves, com acesso também pela rua Santa Cruz. Um dos diferenciais do projeto foi a preservação da fachada histórica. “A gente manteve toda a identidade da fachada e alterou o entorno”, destaca Hallal.

Aposta no centro

Em um cenário em que muitos empreendimentos migram para outras regiões da cidade, o Pátio segue na contramão ao investir no coração urbano. “Hoje em dia o pessoal está fugindo do centro e a gente está empreendendo e investindo no centro. A gente vê aqui uma oportunidade, porque é uma zona central que tem muito movimento”, afirma.

A localização estratégica também pesa. A circulação de turistas do hotel, além de estar próximo a espaços culturais e universidades geram expectativa de público durante todos os dias da semana.

Estrutura e funcionamento

O Pátio foi pensado para operar em diferentes momentos do dia. A parte superior concentra atividades diurnas, enquanto o térreo terá foco no público noturno.

Entre as operações já confirmadas estão academia, lojas de suplementos, sorveteria, padaria, pizzaria, hamburgueria, sushi, bar de drinks e choperia. O modelo prioriza lojas menores com áreas comuns amplas.

Outras 16 lojas estão com obra em andamento no espaço acessado pela rua Santa Cruz. A previsão é de cerca de um ano para a conclusão. Na cobertura, outro projeto ousado: um restaurante rooftop com visão privilegiada. A expectativa é de inaugurar no próximo verão.

Investimento e impacto econômico

O Pátio foi pensado para operar em diferentes momentos do dia (Foto: Jô Folha)

Foram cinco anos de obra até a conclusão da primeira etapa do projeto. O investimento é considerado alto, com retorno previsto principalmente por meio da locação dos espaços. A expectativa é de impacto direto na economia local, com geração significativa de cerca de 100 empregos diretos. “São 16 empresas que vão gerar emprego e renda”, diz.

Espaço para a história

O local onde será instalado um bar de drinks será temático com uma história que virou música em Pelotas. A antiga Oficina Fonseca, de Joaquim da Costa Fonseca Filho, foi palco da construção dos aviões F1 e F2 no final da década de 1930, no porão da casa na rua Santa Cruz. A viagem do pelotense até o Rio de Janeiro a bordo do “Cidade de Pelotas”, foi homenageada na música “Joquim”, lançada em 1987, uma das obras mais famosas do pelotense Vitor Ramil.

Os arcos em tijolo a vista, característicos do prédio da antiga oficina, foram mantidos intactos e agora enriquecem o espaço onde bancadas e ferramentas dão lugar a mesas e cadeiras e uma futura adega. O local foi batizado como Hangar 506, retornando a proposta original da estrutura que sediou um bar na virada do século 20, primeiro empreendimento da família Fonseca ao chegar em Pelotas.

Espaço também para cultura

Além da proposta gastronômica, o Pátio também pretende se consolidar como um ponto de expressão cultural. “Muita gente do ramo cultural, musical, artístico já procurou. Alguns artistas querem fazer eventos e gravações”, relata Hallal. A ideia é que o espaço funcione como um ambiente multifuncional, reunindo lazer, gastronomia e cultura no centro da cidade.

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