O Hospital Universitário São Francisco de Paula realizou um procedimento de alta complexidade que representa um avanço no tratamento de tumores localizados na base do crânio. A equipe médica executou uma microcirurgia para retirada de um tumor de hipófise por via transesfenoidal, técnica minimamente invasiva que permite o acesso ao cérebro pela cavidade nasal.
A paciente apresentava uma lesão na região da hipófise, estrutura situada em uma área profunda e de difícil acesso. Em cirurgias convencionais, esse tipo de tumor geralmente exige a abertura do crânio. Com a técnica utilizada, no entanto, o trajeto cirúrgico ocorre pelo nariz e pelo seio esfenoidal, dispensando incisões externas e reduzindo o impacto do procedimento no organismo.
A intervenção contou com o uso de endoscopia, que garante uma visualização ampliada e mais precisa do campo operatório. Com microinstrumentos, os profissionais conseguiram acessar a região afetada e realizar a retirada completa do tumor de forma gradual.
O procedimento foi conduzido por uma equipe multidisciplinar formada pelos médicos Rafael Sodré, Otávio Dode, Antônio Delaci Vial e Guilherme Gago, reunindo diferentes especialidades para garantir maior segurança durante todas as etapas.
Antes da cirurgia, a paciente já apresentava perda progressiva da visão, causada pela compressão das vias ópticas pelo crescimento do tumor. A descompressão dessas estruturas foi uma das prioridades do procedimento, com o objetivo de interromper o avanço do quadro e preservar a função visual.
Considerada padrão em casos específicos de tumores hipofisários, a abordagem minimamente invasiva está associada a benefícios como recuperação mais rápida, menor tempo de internação e redução do risco de complicações, além da ausência de cicatrizes visíveis.
Segundo o hospital, a realização da microcirurgia reforça a capacidade da instituição em executar procedimentos de alta complexidade, com o suporte de tecnologia e atuação integrada entre especialidades, ampliando as possibilidades de tratamento e os resultados clínicos para os pacientes.
