A transição da gestão do Brasil para os investidores da SAF atrasou – a Xavante Participações ainda depende de decisão judicial para assumir 90% das ações. E é nesse cenário que os responsáveis pelas tomadas de decisão dentro do Bento Freitas tentam avançar em negociações com parceiros enquanto buscam a melhor condição estrutural ao departamento de futebol.
Fernando Ferreira, consultor do projeto da SAF e componente do consórcio de investidores, viu de perto a vitória por 2 a 1 da equipe de Gilson Maciel sobre o Azuriz. Antes da partida, ele disse que uma das premissas do trabalho dos novos gestores é separar a parte burocrática, jurídica e financeira do trabalho do campo. “O Brasil, certamente, no campeonato será uma das equipes mais bem estruturadas”, afirmou, sobre a Série D.

Fernando Ferreira concedeu entrevista antes do jogo contra o Azuriz (Foto: Gabriel Motta)
A concretização da transição virou tema jurídico e está a cargo dos escritórios de advocacia que representam as partes. A equipe atuou de camisa “limpa” na estreia na quarta divisão nacional, ou seja, sem patrocinadores. A casa de apostas ZeroUm, que adquiriu os naming rights da própria competição, será anunciada em breve. A fornecedora de material esportivo Kelme deve substituir a Criare – outra oficialização prevista para abril.
“Estamos conseguindo isso conquistando a confiança das pessoas. Existe ainda um aspecto de uma incerteza relacionada à operação em si. As pessoas poderiam dizer: ‘ah, vamos esperar para as coisas definirem’. Existe uma confiança de que vai estar tudo certo e essas pessoas acreditam no projeto. Aqui ninguém vende ilusões”, disse Fernando.
Melhorias na Baixada
Para o próximo compromisso em casa, diante do São Joseense, dia 19, a expectativa é de novidades também para os associados, com a divulgação do novo plano de sócios. Além disso, existe a perspectiva de evoluir na qualificação estrutural do Bento Freitas. O cronograma original de melhorias está atrasado em três meses, e uma das razões foi o grau de exigência da Brigada Militar para liberar o estádio.
“A Brigada bateu muito em questões que vinham sendo adiadas. Dessa vez, não facilitaram. Falaram: ‘vocês vão fazer’. Tinha pouquíssimo tempo, a gente juntou todo mundo, fez um investimento, muita coisa que não aparece tanto, mas que evita que tenhamos problemas. Questões de segurança, circulação, atendimento à legislação, fluxo”, explica o consultor da SAF.
Os banheiros e a parte elétrica são pontos considerados cruciais pelos gestores, e ainda não houve o avanço ideal. Na arquibancada da avenida Juscelino Kubitschek (JK), por exemplo, as estruturas químicas permaneceram no jogo de abertura da temporada.
A pintura e a organização de áreas internas para vender produtos também serão focos no futuro – assuntos diretamente conectados aos acordos comerciais. Por outro lado, entulhos foram retirados de alguns setores da Baixada. Mais adiante, a ideia envolve criar uma esplanada pela JK.
