Falta de qualificação profissional é desafio para empresas da Zona Sul

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Falta de qualificação profissional é desafio para empresas da Zona Sul

Delegado regional do trabalho, Sérgio Bizarro, aponta falta de mão de obra qualificada e mudança no perfil dos trabalhadores

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Atualizado segunda-feira,
06 de Abril de 2026 às 09:32

Falta de qualificação profissional é desafio para empresas da Zona Sul
Avaliação é que mercado vem também apostando em trabalhadores mais maduros (Foto: Jô Folha)

A falta de qualificação profissional e a dificuldade das empresas em encontrar trabalhadores preparados estão entre os principais desafios do mercado de trabalho na Zona Sul do Rio Grande do Sul. A avaliação é do delegado regional do Trabalho, Sérgio Bizarro, que atua nos 22 municípios da região.

O delegado afirma que a Delegacia Regional tem como principal função fomentar emprego, renda e qualificação, além de acompanhar a aplicação de programas do governo estadual voltados ao mercado de trabalho.

Segundo ele, muitas empresas relatam dificuldade para preencher vagas, principalmente por falta de qualificação específica. “Muitas vezes o problema não é a ausência de emprego, e sim a falta de preparação para ocupar essas oportunidades”, afirma.

Alternativas

Entre os programas utilizados para enfrentar essa situação está o RS Qualificação, que financia cursos profissionalizantes nos municípios. O programa prevê parceria com as prefeituras e instituições do Sistema S para oferecer capacitação em áreas demandadas pelo mercado.

Outra iniciativa citada pelo delegado é o Mais Gestão RS, plataforma gratuita criada pelo governo estadual para auxiliar micro e pequenos empresários na gestão dos negócios. A ferramenta permite controlar fluxo de caixa, estoque, cadastro de clientes e até emissão de notas simplificadas.

Mudança no perfil da mão de obra

Bizarro também destaca mudanças no comportamento dos trabalhadores mais jovens, que, segundo ele, têm permanecido menos tempo nos empregos. Segundo ele, empresários têm relatado dificuldades para manter funcionários recém-contratados, que muitas vezes deixam os postos de trabalho em poucos meses.

“Tem empresário que investe tempo e dinheiro para treinar um jovem e, depois de três meses, ele pede para sair”, diz. “Hoje muitos empregadores voltaram a buscar trabalhadores mais maduros, que costumam ter maior compromisso e estabilidade.”

Novas iniciativas

Entre as novidades previstas para este ano está a ampliação do projeto Carreta do Saber, que leva cursos profissionalizantes itinerantes para diferentes municípios do Estado. As unidades são como salas de aula móveis e oferecem formações rápidas, com duração média de até 15 dias, em áreas como mecânica, informática e manutenção de equipamentos.

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