Obras em viadutos da BR-116 devem terminar 10 dias antes do fim da concessão

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Obras em viadutos da BR-116 devem terminar 10 dias antes do fim da concessão

Intervenções nos quilômetros 514 e 521, em Pelotas, têm conclusão prevista para 21 de fevereiro, segundo a Ecovias Sul

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Atualizado sexta-feira,
23 de Janeiro de 2026 às 08:31

Obras em viadutos da BR-116 devem terminar 10 dias antes do fim da concessão
Conforme a Ecovias Sul, responsável pela administração do trecho, a previsão é de que os trabalhos nos quilômetros 514 e 521 sejam finalizados até 21 de fevereiro (Foto: Jô Folha)

As obras de recuperação em dois viadutos da BR-116, em Pelotas, devem ser concluídas dez dias antes do fim do contrato de concessão da rodovia. Conforme a Ecovias Sul, responsável pela administração do trecho, a previsão é de que os trabalhos nos quilômetros 514 e 521 sejam finalizados até 21 de fevereiro. A concessão se encerra em 3 de março.

No viaduto do km 514, na entrada da Vila Princesa, as equipes já executam as perfurações para a instalação dos tirantes, principais elementos estruturais responsáveis pela contenção e sustentação do muro. Essa etapa é considerada essencial para a estabilização da estrutura após o desmoronamento parcial registrado no início de novembro.

Já no viaduto do km 521, no cruzamento com a avenida 25 de Julho, as obras estão na fase de mobilização. Os serviços envolvem a preparação da estrutura para o início das intervenções, com engenheiros atuando diretamente nos locais e acompanhando as etapas dos trabalhos.

Histórico de ocorrências

O viaduto do km 521 concentra o maior número de registros de desmoronamento. Em 27 de novembro de 2025, há quase dois meses, a última queda de material provocou o bloqueio total da pista principal no sentido Camaquã. Desde então, o tráfego foi desviado para a via marginal. Foi a terceira ocorrência no local em um intervalo de 16 meses. Antes disso, houve fuga de material em agosto de 2024 e em fevereiro de 2025.

Outro ponto com problemas, no km 514 o desmoronamento parcial do muro de contenção também levou ao desvio do tráfego para a via marginal, cenário que persiste até hoje. Com isso, atualmente, em um trecho de cerca de sete quilômetros da BR-116, dois viadutos operam com restrições de circulação.

Estudos com a ANTT

Em nota divulgada em novembro, a Ecovias Sul informou que vinha tratando com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a necessidade de estudos mais aprofundados para identificar as causas dos desmoronamentos, mesmo antes das ocorrências mais recentes.

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