Morre Benjamin Constant, figura central da transição do Império para a República

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Morre Benjamin Constant, figura central da transição do Império para a República

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Atualizado quinta-feira,
22 de Janeiro de 2026 às 13:24

O 22 de janeiro de 1891 marca a morte do militar, engenheiro, professor e político brasileiro Benjamin Constant Botelho de Magalhães, aos 54 anos. Figura central na transição do Brasil da Monarquia para a República, o político niteroiense tornou-se patrono de uma das principais artérias viárias de Pelotas, quatro anos depois da sua morte. Além de Pelotas, outras cidades gaúchas, como Rio Grande, homenagearam Constant com nomes de ruas ou escolas.

No livro Benjamin Constant: Biografia e explicação histórica, o historiador Renato Luís do Couto Neto e Lemos demonstra como as experiências individuais de Constant, especialmente seu papel como professor e militar, se fundiram aos movimentos políticos coletivos de sua época. O autor destaca a profunda influência da filosofia positivista em sua formação, o que moldou sua atuação na Guerra do Paraguai e sua liderança junto à jovem oficialidade do Exército.

Em Pelotas virou patrono de uma das principais vias do centro em 1895 (Foto: Reprodução)

O artigo esclarece que, embora Constant tenha sido mitificado como o “Fundador da República”, sua adesão ao republicanismo foi tardia e motivada por frustrações pessoais com o governo imperial. No poder, ele buscou conciliar os ideais de Auguste Comte com princípios democráticos, enfrentando resistências que levaram ao seu eventual isolamento político. Por fim, a obra analisa como sua imagem foi construída postumamente para legitimar o novo regime e os diferentes projetos de nação em disputa.

Mãe gaúcha

Lemos relembra que Benjamin Constant era filho de uma gaúcha, Bernardina Joaquina, mas não especifica o local de origem. Porém, estabelece outras relações do militar com o Rio Grande do Sul, especialmente nos âmbitos ideológico e político.

No contexto da “Questão Militar”, o texto menciona que a doutrina do “soldado-cidadão” foi desenvolvida por jornalistas republicanos, citando especificamente a atuação de Júlio de Castilhos no Rio Grande do Sul. Essa ideia de “cidadãos fardados” com direito de participar da vida política do país harmonizava-se com o positivismo civilista dos jovens oficiais que eram alunos de Benjamin Constant, influenciando a atuação desse grupo na transição para a República.

Antes do militar

A atual rua Benjamin Constant foi uma das 15 ruas projetadas a partir de 1830 nos terrenos loteados por dona Mariana Eufrásia da Silveira, em direção sul. Inicialmente chamada rua da Indígena, durante muito tempo teve parte de seu trajeto interrompido por chácaras e plantações. Para se chegar à praia, como eram conhecidas as margens do Canal São Gonçalo, zona do Porto, até 1865 era preciso procurar atalhos pela Várzea.

A rua só foi aberta na região portuária para a segunda visita do imperador Dom Pedro II. Antes disso, em 1854 passou a se chamar São Domingos. Foi só em 1895 que recebeu o nome do líder positivista.

Fontes: livro Os passeios da cidade antiga, de Mario Osorio Magalhães; wikipedia.org; Benjamin Constant: Biografia e explicação histórica, Renato Luís do Couto Neto e Lemos

Há 55 anos

Odontólogos criam a associação para atender o público 24 horas

Atuação de caráter pioneiro na região (Foto: Reprodução)

Atuava em Pelotas de forma pioneira, em janeiro de 1971, a Associação Pelotense de Estudos e Recuperação Odontológica (APRO). A entidade foi formada meses antes por um grupo de cirurgiões dentistas, técnicos protéticos, com a colaboração de uma organização especializada em lançamentos de planos assistenciais.

Dia ou noite

A proposta era criar um plano de caráter popular, que atingisse famílias de diferentes níveis sociais. Estes clientes associados recebiam assistência odontológica, a qualquer hora do dia ou da noite.

Os atendimentos ocorriam nos gabinetes dentários, onde profissionais da entidade atuavam. A sede ficava na rua Andrade Neves esquina da Senador Mendonça, na parte térrea do edifício Uruguaiana.

O presidente da Associação era o odontólogo Pedro Reis Louzada e o vice-presidente, Albio Oliveira.

Fonte: revista Pelotas destaques 70, editor Miguel Tornac da Rocha

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