Há 50 anos
A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, de Pelotas, com o apoio do Departamento de Trânsito interditou o estacionamento de veículos em ambos os lados da rua Sete de Setembro, no trecho compreendido entre as ruas 15 de Novembro e Andrade Neves. O fechamento da via aconteceu no dia 20 de janeiro de 1976.
A medida teve por objetivo proteger os trabalhadores do, então, Serviço Autônomo de Águas e Esgotos (SAE). No local, os operários realizavam a limpeza do coletor de esgotos que servia aquela região.
Até a década de 1970, o trecho citado da Sete de Setembro era um via aberta para o trânsito. A via só foi transformada em calçadão, junto com a 15 de Novembro, em 1981, durante a gestão do prefeito Irajá Andara Rodrigues.
Posteriormente, o espaço passou por requalificação em 2019, modernizando a área central de comércio.
Na história
No início do século 19, a então freguesia vivia um período de intensa expansão urbana. O crescimento acelerado das moradias, por volta de 1830, impôs à administração local a necessidade urgente de reorganizar o espaço urbano.
Esse processo ganhou impulso com o loteamento das terras pertencentes a Dona Mariana Eufrásia da Silveira. A partir dessas áreas, foi implantado um novo traçado urbano no sentido Norte–Sul, marco importante para a configuração da cidade que se desenhava. Dentro desse planejamento, surgiu a primeira via desse eixo: a rua do Poço.
O nome não era casual. Entre as atuais ruas Andrade Neves (antiga rua das Flores) e General Osório (então rua Augusta), existia um poço que abastecia parte da população. Naquele período, a água era retirada principalmente das cacimbas localizadas na rua das Fontes, na própria rua do Poço e em outro ponto onde hoje funciona a Biblioteca Pública. Esses poços eram essenciais para a vida cotidiana, em uma época em que o abastecimento domiciliar ainda estava longe de se tornar realidade.
Secaram as fontes
A partir de 1851, entretanto, essas fontes foram sendo fechadas. Sem elas, os moradores passaram a depender de uma grande cisterna existente no Mercado Público ou dos aguadeiros, que percorriam as ruas vendendo água em barris. A prática que se manteve até o final do século.
Com a construção de uma represa no Arroio Moreira a água passou a chegar às residências por meio de encanamentos, inaugurando uma nova etapa no abastecimento urbano. Ainda assim, a rua do Poço manteve sua denominação. Em 6 de setembro de 1857, atendendo a um pedido dos moradores, a Câmara Municipal oficializou a mudança do nome da via para Sete de Setembro, homenagem à Independência do Brasil.
Fontes: Bibliotheca Pública Pelotense; As primitivas ruas de Pelotas – Um olhar do presente sobre o passado, por Coronel Alberto Rosa Rodrigues (Cadernos do IHGPel)
Há 90 anos
Empresário Luiz Lorea lidera nova diretoria do Clube Atlético Bancário, empossada em janeiro de 1936

Equipe de 1942 ao lado do técnico Casado (Foto: Reprodução)
A imprensa local acompanhou a posse da nova diretoria do Clube Atlético Bancário. À frente do grupo estava o italiano Luiz Lorea. O evento aconteceu na primeira quinzena do mês de janeiro de 1936, dez anos após a fundação da entidade.
O Clube Atlético Bancário foi uma agremiação da cidade gaúcha de Pelotas. Fundado no dia 10 de dezembro de 1925. Dois anos depois de surgir, o C.A. Bancário comprou junto ao Brasil de Pelotas o campo localizado próximo da Estação Férrea.
Campeão
No âmbito municipal, o Bancário conquistou dois campeonatos citadinos: 1940 e 1947. No Campeonato Gaúcho da 1ª Divisão, o “Rubro-Cinza da Estação” participou uma vez: em 1940. Contudo, limitou-se a dois jogos, pela Zona Litoral. Em casa, no jogo de ida, derrota para o Football Club Riograndense por 2 a 1; e na partida de volta, fora de casa, novo triunfo do Riograndense pelo placar mínimo (1 a 0).
Em 1960, o clube recebe uma homenagem da Câmara Municipal, sendo declarado como de utilidade pública. Porém, na década de 1970 o departamento de futebol foi fechado. Atualmente o campo do Bancário é utilizado, por meio de parceria, pelo Progresso Futebol Clube, incubadora de jogadores de futebol nas categorias de base.
Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; blog História do Futebol; wikipedia.org