Mais uma iniciativa cultural do governo do Estado chega a Pelotas: o Pipa Parade 2026, maior exposição de arte a céu aberto do Sul do país. Integrando a programação da colheita da uva no RS, o evento gratuito reúne a vitivinicultura, a arte contemporânea e o turismo, transformando barricas de vinho em obras de arte únicas. Pela primeira vez abrangendo além da Serra Gaúcha, a iniciativa está de forma itinerante no A.K.A – Espaço Fora do Tempo, localizado no PSJ.
Realizado pela Wine Locals, em parceria com o governo do RS, o evento começou na segunda-feira e segue até o dia 12 de março. Em sua segunda edição, a iniciativa passa a abranger 21 município, ampliando seu alcance para além da Serra Gaúcha.
Com o conceito “A Uva Sentida”, a edição propõe uma abordagem sensorial da vindima. As obras de arte em barris pipa exploram sensações visuais, táteis e simbólicas ligadas à prática da vitivinicultura. Ao todo, mais de 30 artistas gaúchos participam da exposição, com trabalhos que dialogam com a cultura local.
O secretário de Turismo do Rio Grande do Sul, Ronaldo Santini, explica que o projeto foi pensado para dialogar com os territórios, visando valorizar artistas, espaços culturais, produtores e empreendedores locais. Segundo ele, na região Sul, essa integração fortalece a economia criativa, gera oportunidades e amplia o sentimento de pertencimento da comunidade. “Contribui para qualificar a experiência do visitante, que passa a conhecer não apenas a obra exposta, mas também a cultura, os produtos e a identidade local, tornando a visita mais completa e memorável”, adiciona.
Turismo descentralizado
Para Santini, o Pipa Parede potencializa os atributos das cidades ao conectá-los a um circuito estadual de arte a céu aberto, estimulando o deslocamento de turistas entre regiões e ampliando o tempo de permanência no Estado. “Conseguimos distribuir melhor os fluxos turísticos, fortalecer destinos com vocação consolidada e promover um desenvolvimento mais equilibrado do turismo gaúcho”, explica ele.
Segundo Santini, a gestão trata a descentralização do turismo como uma diretriz central, e Pelotas se encaixa consistentemente nesta estratégia. “A cidade reúne patrimônio arquitetônico, tradição, cultura, identidade própria e uma gastronomia reconhecida, o que permite atrair visitantes em diferentes épocas do ano”, ressalta.
Ainda, ele destaca que eventos como este contribuem diretamente para a movimentação da economia local, além de estimular a circulação de visitantes e fortalecer o comércio, os serviços, a gastronomia e a hotelaria local. “Reforça a imagem de Pelotas como um destino cultural, histórico e criativo, capaz de oferecer experiências qualificadas e atrativas tanto para o público gaúcho quanto para visitantes de fora do Estado”, afirma.
Eventos futuros
Além do Pipa Parede, o município de Pelotas recebeu em dezembro de 2025 o Festival Viva o RS – Costa Doce, também do governo do Estado. Com mais de 3 mil visitantes em um fim de semana, o evento reuniu mais de 20 estandes com venda de artesanato e degustação de bebidas e alimentos confeccionados por produtores da região.
Para Santini, a repercussão do festival foi bastante positiva, tanto em termos de público quanto de engajamento local. “Mobilizou a cidade, atraiu visitantes e gerou visibilidade para a região Sul, demonstrando a capacidade de Pelotas para receber e se apropriar de eventos de grande porte”, avalia ele.
O secretário afirma que a resposta local reforçou a importância da manutenção da presença do Estado na região. Pensando nisso, ele revela que há um planejamento estruturado para fortalecer e ampliar ações semelhantes na Zona Sul nos próximos anos. As justificativas são o potencial turístico, posição geográfica e a integração com o Uruguai, considerados estratégicos. “Nosso objetivo é garantir que o turismo seja um instrumento permanente de geração de renda, emprego e desenvolvimento regional, respeitando as características e vocações de cada território”, afirma.
