Dnit inicia avaliação das propostas para obra na ponte sobre o Canal São Gonçalo

Licitação

Dnit inicia avaliação das propostas para obra na ponte sobre o Canal São Gonçalo

A etapa agora é de julgamento, verificação, período de recurso e só então o anúncio da vencedora, que deverá investir mais de R$ 123,3 milhões

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Dnit inicia avaliação das propostas para obra na ponte sobre o Canal São Gonçalo
(Foto: Jô Folha)

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) iniciou a etapa de avaliação das propostas apresentadas por empresas interessadas na execução das obras de reabilitação da ponte sobre o Canal São Gonçalo, BR-392, divisa entre Pelotas e Rio Grande. A licitação foi lançada em setembro do ano passado e o valor estimado do contrato é de R$126,3 milhões.

A sessão pública destinada à apresentação de lances e propostas ocorreu nesta segunda-feira (19), após ter sido adiada por um mês. A Assessoria de Comunicação não informou o total de concorrentes. Essas, agora, passam pela comissão de licitação que faz o julgamento, analisando a conformidade das propostas com as exigências do edital e a exequibilidade dos preços ofertados.

Na sequência, é feita a verificação da documentação de habilitação da empresa mais bem classificada. Caso a documentação esteja regular e, após o período recursal previsto, quando eventuais intenções de recurso são manifestadas de forma imediata e motivada, a empresa será declarada vencedora. O processo segue, então, para homologação.

A licitação foi formalizada por meio do Edital 0317/25-10, publicado pelo Dnit, e ocorreu na modalidade concorrência, com critério de julgamento pelo menor preço. Além da execução da obra, o contrato prevê a elaboração dos estudos e dos projetos básico e executivo de engenharia. O prazo de execução é de 900 dias, e o edital não permite a participação de empresas em consórcio.

Origem

Concluída em 1963, a ponte Alberto Pasqualini suportou o movimento de cargas de caminhões para o Porto de Rio Grande somente por 11 anos. Na década de 1970, relatórios técnicos já apontavam preocupação com o comportamento estrutural da ponte.

Em maio de 1973, engenheiros do DNER identificaram patologias relevantes, como deformações permanentes no tabuleiro, especialmente no trecho central, além de anomalias no concreto e nas armaduras de alguns dispositivos estruturais, que ao longo dos anos evoluíram e culminaram na interdição do equipamento. Em junho de 1974 ela foi interditada, após a conclusão da ponte Léo Guedes.

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