Em avaliação ao ano de 2025 na qualificação da infraestrutura da cidade, o Gabinete de Programas e Projetos Especiais (GPPE), que lidera os processos de organização estratégica para a execução de obras em Rio Grande, destaca um grande volume de obras entregues e a captação de recursos para outros projetos maiores. A secretária responsável, Giovana Trindade, afirma que foram mais de R$ 143 milhões captados apenas em 2025, além de 21 obras entregues e outras em fase de licitação, com encaminhamentos previstos para 2026.
Entre os principais destaques está a Rota do Parque, considerada um dos maiores investimentos estruturantes já planejados para o município, além de intervenções em drenagem, pavimentação, saúde, educação e prevenção a alagamentos.
Rota do Parque deve ser licitada no início de 2026
Com investimento de aproximadamente R$ 70 milhões, a Rota do Parque prevê quase 13 quilômetros de duplicação, ligando a região da Santa Rosa à Refinaria Riograndense, com ciclovia em toda a extensão e conceito de parque linear. O projeto inclui áreas de lazer, equipamentos esportivos, arborização, espaços de convivência e infraestrutura de drenagem.
A obra integra o financiamento firmado com a Agência de Desenvolvimento Francesa (AFD) e teve ajustes recentes no traçado, especialmente no trecho próximo ao Centro de Eventos, para viabilizar a aprovação final. A expectativa é de licitação no primeiro trimestre de 2026, após nova audiência pública para apresentação das alterações à comunidade.
10 ruas entram em obras em 2026

Município pretende investir em infraestrutura após obter recursos através de financiamento (Foto: Jô Folha)
Outro conjunto de obras com processo mais avançado envolve a pavimentação e microdrenagem de 10 ruas e trechos viários, também vinculados ao financiamento da AFD, que beneficiarão cerca de 25 mil moradores. As intervenções devem iniciar em 2026 e incluem vias aguardadas há anos pela comunidade, como o anel viário da Mangueira, a ligação da avenida Atlântica até o Stella Maris no Cassino, a rua Leão Santos, trechos da Barra Nova, a rua General Abreu e as ruas da região da São João.
As obras devem melhorar a circulação de ônibus, reduzir alagamentos e qualificar bairros que historicamente enfrentam problemas de infraestrutura.
Policlínica, UBS e novas escolas
Na área da saúde, a Policlínica Municipal já foi licitada e está na fase de contratação da empresa vencedora. O investimento gira entre R$ 17 milhões e R$ 19 milhões, com previsão de início das obras em 2026.
Também está prevista a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na região da Marechal Deodoro, além de uma UBS na região da Junção, ampliando a rede de atenção básica.
Na educação, duas novas escolas de cinco salas cada já estão licitadas, sendo uma no bairro Navegantes, nas proximidades do Stock Center e outra na Ilha da Torotama.
Cada unidade tem investimento estimado em cerca de R$ 10 milhões, com obras previstas para começar em 2026. Também há projetos para escola e creche na região da Junção e outra escola no Parque Guanabara.
Dom Bosquinho
Entre os projetos mais complexos está a revitalização da Dom Bosquinho, com foco em contenção de cheias e proteção contra alagamentos nas regiões do Navegantes, Dom Bosquinho e Lagoinha. O projeto prevê a construção de um dique, considerado uma obra de alta complexidade técnica.
O município garantiu R$ 42 milhões via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de buscar financiamento complementar para viabilizar o projeto completo. A contratação deve ocorrer no modelo semi-integrado, unindo projeto executivo e execução da obra, o que deve acelerar o cronograma, segundo a secretária do GPPE.
Ponte da Ilha dos Marinheiros
A ponte da Ilha dos Marinheiros, que foi interditada em maio de 2024 após uma das partes da sua estrutura ceder por conta da força da água das enchentes, já teve o trânsito liberado, após estabilização estrutural. A sua reconstrução definitiva será financiada com recursos da Defesa Civil Nacional. O processo de contratação integrada está em fase final, com expectativa de licitação no início de 2026. O contrato prevê oito meses entre projeto e execução.
Drenagem
A obra da Casa de Bombas da Marechal Deodoro, fundamental para o escoamento da água para a Lagoa dos Patos, foi concluída em 2025. “Falta apenas a aquisição das bombas e a conexão de um pequeno trecho do Canalete, o que deve eliminar os alagamentos recorrentes na região central”, destaca Giovana.
Perspectiva para 2026
A responsável pelo GPPE diz que, para 2026, a expectativa é que grande parte dos projetos saia efetivamente do papel, com canteiros de obras espalhados por diferentes regiões da cidade. “Obras como a Rota do Parque e a Dom Bosquinho devem se tornar marcos estruturantes, com impacto direto na mobilidade, na prevenção de alagamentos e na qualidade de vida da população. O que a prefeita sempre frisou é trabalharmos para elevar a autoestima do rio-grandino”, diz Giovana.
