O município de Santa Vitória do Palmar foi atingido por um evento meteorológico e oceanográfico extremo entre a madrugada e a manhã deste sábado (3), provocando a destruição de postos de salvamento nos balneários da Barra do Chuí e do Hermenegildo.
De acordo com Vagner Gonzales, tenente do Corpo de Bombeiros Militar, a força da ressaca resultou na derrubada e no arraste para o mar das guaritas de guarda-vidas, comprometendo a estrutura de prevenção nas praias. As guaritas atingidas são as identificadas como LS 24, LS 25, LS 26, LS 27, LS 28 e LS 29, distribuídas ao longo da faixa de areia. Não houve registro de feridos.
Dos sete postos de guarda-vidas existentes no município, apenas o Mirante 22, localizado na praia do Hermenegildo, permaneceu de pé. Ainda assim, conforme os Bombeiros, a estrutura está impossibilitada de ser utilizada, em razão das condições adversas do mar.
Informações técnicas obtidas junto a plataformas especializadas de monitoramento marítimo apontam que o fenômeno foi caracterizado por ventos fortes do quadrante sudoeste, com rajadas superiores a 60 km/h, além de um aumento significativo da agitação do mar. A altura das ondas ultrapassou os dois metros, configurando um cenário de elevada energia marítima.
Os registros indicam ainda que a energia das ondas chegou a cerca de 5 mil joules, com potência estimada em 43 quilowatts, valores considerados elevados para a região e compatíveis com episódios de ressaca intensa. De acordo com Pedro Amaro Alcântara, primeiro sargento do Corpo de Bombeiros Militar, a combinação entre ventos persistentes, mar agitado e alta energia das ondas provocou erosão na base das estruturas, resultando no colapso das guaritas.
Conforme Alcântara, o episódio reforça a necessidade de monitoramento contínuo das condições climáticas e oceanográficas, bem como de avaliações técnicas para o reposicionamento ou reforço das guaritas temporárias utilizadas durante a Operação Verão, com o objetivo de garantir a segurança dos guarda-vidas e dos frequentadores das praias.
Ainda nesta sexta-feira, uma forte ressaca também foi registrada na praia do Cassino, em Rio Grande, onde o avanço do mar tornou a faixa de areia intransitável, conforme informações do Corpo de Bombeiros Militar.
As autoridades reiteram o alerta para que a população evite entrar no mar enquanto persistirem as condições de ressaca e respeite as orientações de segurança.