Entre a capacidade de reação para buscar um empate menos de dez minutos após sair perdendo e o novo gol sofrido em lance de bola parada, Gilson Maciel analisou o primeiro jogo da final da Copa Professor Ruy Carlos Ostermann. O treinador falou em entrevista coletiva depois da igualdade do Brasil em 1 a 1 com o Aimoré, nesta quinta (27).
“Claro que a gente queria a vitória, mas o empate nos leva totalmente vivos para fazer um grande jogo, que será difícil também. Acabei de falar para eles [atletas]: ‘parabéns pelo resultado, mas não tem nada ganho’. Temos que mostrar a cara do Brasil, que foi, a partir da minha chegada, um time que compete”, disse no gramado do estádio Cristo Rei.
Na partida de volta, às 19h de domingo (30), no Bento Freitas, uma vitória simples garante o título da Copinha para qualquer equipe. O ex-centroavante destaca a força do fator local e faz questão de fortalecer o discurso de que não há nada ganho. Gilson Maciel terá um desfalque: o lateral-direito Yuri, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.
Problemas a corrigir
Sobre os primeiros 90 minutos da decisão, o comandante rubro-negro avaliou que sua equipe começou espaçada. Segundo ele, a distância entre alguns meio-campistas permitiu a liberdade de ao menos um dos jogadores de faixa central do Aimoré. Perguntado, o treinador lamentou mais um gol cedido em lance de bola na área.
“A velha bola parada que a gente reforça, treina. Estou chegando à conclusão de que não sei se é muito treinamento… A gente monta estratégias, mas vamos embora para esse jogo, vai estar um caldeirão”, afirmou. Maciel ressaltou que os treinamentos focaram em lances de bola parada na primeira trave, e o gol surgiu em escanteio batido na segunda.
Pontos positivos
O técnico do Brasil acredita que o time teve “capacidade de assimilar o momento negativo e buscar o empate” – alcançado com Wesley Santos.
“A partir do momento em que a gente conseguiu sustentar, impor um ritmo e uma troca de corredor – e nisso eles têm dificuldade, porque é um time mais pesado -, a gente conseguiu fazer o gol e algumas situações de cruzamento”, analisou.
Gilson espera contar com Alan, que segundo representantes do Xavante, será reavaliado para identificar possível condição de jogo no domingo. E diz que, em termos de resultado, o principal objetivo nesta quinta foi atingido.
“Queria ganhar, sem dúvida, mas tinha que voltar vivo para Pelotas. A gente tentou neutralizar, mas sabíamos que eles tinham uma jogada forte de ligação direta para o centroavante. Principalmente no segundo tempo, fiquei com medo do Thiago [Henrique] levar o segundo amarelo e acabar sendo expulso”, disse.
