Rio Grande projeta investimentos de cerca de R$ 6 bilhões até 2026

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Rio Grande projeta investimentos de cerca de R$ 6 bilhões até 2026

Secretário de Desenvolvimento defende que projetos considerem Pelotas para ampliar possibilidades

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Rio Grande projeta investimentos de cerca de R$ 6 bilhões até 2026
(Foto: Jô Folha)

Com os últimos anúncios de investimentos em diferentes áreas, os olhos do investimento no Rio Grande do Sul estão se voltando, cada vez mais, para a região Sul, mais especificamente para as águas. Neste caso, não há como falar em economia costeira e não mencionar Rio Grande, que tem o terceiro maior porto, em movimentação de cargas do Brasil e o mais importante do Estado.

O secretário de Desenvolvimento, Inovação, Turismo e Economia do Mar, Victor Magalhães, projeta que os novos investimentos na cidade cheguem a R$ 6 bilhões até o próximo ano. “Buscamos transformar o potencial em resultado. Em quatro anos, a região Sul vai ser a região de investimentos do Estado, não tenho dúvidas disso. Isso, somado com as outras cidades, a perspectiva é de um novo tempo de investimento para a região”, afirma.

Outro ponto mencionado pelo secretário, com relação aos investimentos, é a prospecção tendo em vista a união com Pelotas para grandes projetos, uma vez que os investidores já levam em consideração o pouco tempo de deslocamento entre os municípios, em comparação aos grandes centros. “Juntas, as duas cidades têm mais de meio milhão de habitantes e podem se complementar em projetos que não conseguiriam abarcar sozinhas. Esses investimentos têm o potencial de mudar nossa região para sempre”, defende Victor.

Economia do mar

Nesta semana, durante a reunião do Grande Pacto pela Inovação de Rio Grande, o compromisso com a consolidação do município como protagonista na economia azul foi reforçado.  Este modelo de desenvolvimento valoriza a sustentabilidade e o uso responsável dos recursos aquáticos, tendo a inovação como eixo principal para orientar ações, investimentos e políticas públicas.

Victor destaca esse movimento, relativamente recente, da cidade como um ato simbólico e de extrema importância para aproveitar as potencialidades e impulsionar os negócios. “Rio Grande se coloca de frente para o mar, seu maior patrimônio, e não de costas como foi a maior parte do tempo. O mar está do nosso lado, estamos inseridos nele e temos que trabalhar essa questão”, diz.

Além disso, reforça que o Estado tem vocação para o agronegócio, mas precisa se utilizar dos portos para exportar o que é produzido em grande escala, passando por Pelotas e Rio Grande, em especial. “Cerca de 34% do PIB municipal passa pelas exportações do Porto. É difícil encontrar um setor portuário como o nosso, com áreas disponíveis para novos investimentos. Lideramos a questão da transição energética, com a exploração da energia eólica offshore, onde certamente enxergaram o potencial de Rio Grande”, afirma o secretário.

Economia local

Uma das preocupações que a gestão rio-grandina pontua para os próximos anos é o investimento endógeno, que é facilitar e ampliar a circulação da economia dentro da cidade, fortalecendo o empreendedorismo local, principalmente.

Entre as ações que estão sendo desenvolvidas para este fortalecimento, o secretário destaca a capacitação promovida pela prefeitura para empreendedores locais participarem de processos licitatórios. “De tudo o que a prefeitura gasta na compra de insumos, só 9% disso fica em Rio Grande. A nossa meta é que os valores gastos fiquem na cidade. Com isso, serão em média R$ 100 milhões a mais girando na economia local”, projeta.

Sobre o interesse e a possibilidade de concretização dessa iniciativa, Victor afirma que o falta ao empreendedor, muitas vezes, é apenas a orientação correta. “É viável, o comerciante não faz hoje por não conhecer o processo, mas se ele souber o trâmite e tiver alguém para pegar ele pela mão e orientar, consegue. Na sala do empreendedor de Rio Grande, temos alguém sempre disponível para ensinar ele a se cadastrar e fazer parte”, diz.

Expectativas

Sobre os próximos passos para o município, no campo do desenvolvimento, Victor Magalhães afirma que estão sendo trabalhados projetos que tem o potencial de transformar a região Sul do Estado. No total, todas as movimentações já geraram um investimento privado de R$1,3 bilhão em Rio Grande. “Temos o retorno do polo naval consolidado, a refinaria se consolidando com um investimento de 1 bilhão de dólares, os quatro navios handy para recomeçar. A situação dos gaseiros também está encaminhada. Além disso, se espera que a Ecovix entre em um novo processo para novas aquisições”, destaca o secretário.

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