Há 25 anos
A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, de Porto Alegre, encenou em Pelotas A saga de Canudos, com direção de Paulo Flores. A apresentação, aberta à toda a comunidade, ocorreu no dia 9 de abril de 2001, na Escola Municipal Francisco Caruccio (Caic/Pestano).
Duas kombis, com capacidade para dez passageiros cada, saíram do Teatro Sete de Abril para transportar o público interessado em assistir à montagem. Reconhecida internacionalmente como uma talentosa trupe de teatro de rua e popular, a companhia utilizou, na criação coletiva de A saga de Canudos, cerca de dez textos literários.
Entre as referências estão clássicos como Os Sertões, de Euclides da Cunha, e A Guerra do Fim do Mundo, de Mario Vargas Llosa, além da literatura de cordel e de roteiros cinematográficos, como O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro e Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha.
Cenas épicas
O espetáculo da Tribo de Atuadores, então com 23 anos de trajetória, era marcado por cenas épicas e farsescas. As sequências de batalha tinham influência do maculelê, com uma luta coreografada em que os atores utilizavam bastões.
“Procuramos sensibilizar o público, evidenciando algumas das mais graves premissas da condição humana: a preciosidade da vida e sua vulnerabilidade, a nossa dependência uns dos outros e a natureza social do ser humano”, afirmou Flores à época.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
Há 100 anos
Prédio do centro histórico foi criado para funcionar como banco
Originalmente construído para sediar o Banco da Província, que tinha uma filial em Pelotas desde 1858, foi inaugurado em 1926 o prédio da rua Marechal Floriano esquina com a 15 de Novembro. O projeto era de autoria da firma porto-alegrense Azevedo Moura & Gertum, de Fernando Azevedo Moura e Oscar Mostardeiro Gertum.
No livro 100 Imagens da Arquitetura Pelotense, os autores Rosa Maria Garcia Rolim de Moura e Andrey Rosenthal Schlee, descrevem o prédio como “de um tipo arquitetônico apropriado à atividade bancária e bastante utilizado nas duas primeiras décadas do século 20 (ver antigos bancos Pelotense, do Comércio e do Brasil): edifício de dois pavimentos caracterizado pelo acesso principal na esquina, pelo aumento das dimensões dos elementos arquitetônicos e pela utilização da ordem colossal, etc”.
Decorações de Fernando Corona

Local foi projetado para sediar uma filial do Banco da Provínica (Foto: Ana Cláudia Dias)
O grande e requintado salão de atendimento, originalmente foi decorado pelo artista e arquiteto Fernando Corona, que também foi autor das decorações do Banco do Brasil, do Grande Hotel e da Sociedade Portuguesa Primeiro de Dezembro. Os pesquisadores ainda sugerem, que provavelmente, Corona tenha assinado, também, o desenho dos detalhes exteriores, especialmente o dos gradis e o das cantarias.
Fonte: 100 Imagens da Arquitetura Pelotense, os autores Rosa Maria Garcia Rolim de Moura e Andrey Rosenthal Schlee
Há 50 anos
Secretário estadual da Educação faz visita à obra de futura escola

Vargas assinou convênio para conclusão do projeto (Foto: Reprodução)
Em visita a Pelotas, o Secretário da Educação e Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, professor Ayrton Vargas, inaugurou em abril de 1976 a primeira etapa das obras do G. E.
Fernando Treptow, um dos pontos altos de sua programação na Zona Sul. O projeto, que previa a construção de 11 salas de aula, secretaria e seis sanitários, tinha custo inicial de Cr$1.600 mil, para uma área de 1,2 mil metros quadrados e capacidade para mil alunos.
Durante a visita foi assinado na prefeitura o convênio de Cr$1.100 mil, para a conclusão dos trabalhos do Fernando Treptow, oportunidade em que o secretário e o prefeito Alcântara destacaram a importância da educação para os governos Federal, Estadual e Municipal.
Acompanharam Vargas em sua programação, além do prefeito e do titular da 5ª DE, professor Sérgio Cruz Lima, vários secretários municipais, deputados estaduais, o presidente da Câmara, Pedro Bachini, e o chefe do gabinete do prefeito, Affonso Dêntice.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense