O que são práticas integrativas e por que elas são importantes?
Muitas vezes a gente fala em saúde, mas não entende que corpo, mente e emoções estão conectados. O Brasil já é referência nessas práticas dentro do SUS, mas ainda temos altos índices de ansiedade, depressão e burnout. Isso mostra que precisamos ampliar essa visão e integrar diferentes áreas, médicos, fisioterapeutas, educadores físicos, para promover uma saúde mais completa.
Quais são as principais ferramentas integrativas?
As principais são: meditação, respiração consciente, aromaterapia e yoga. Mas o mais importante é a constância. Não adianta fazer de forma aleatória. É como treino físico: precisa de acompanhamento e continuidade para gerar resultados.
Existe risco em usar essas práticas sem orientação?
Sim. Muitas pessoas usam óleos essenciais de forma aleatória. Mas eles são altamente concentrados — para produzir um litro de óleo de rosas, por exemplo, é necessária uma tonelada de pétalas. Por isso, é importante usar com orientação e estratégia, não de forma isolada.
Essas práticas são realmente eficazes ou parecem “mágicas”?
O bem-estar que elas proporcionam é tão grande que parece mágico, mas é uma “mágica química”. Elas alteram o funcionamento das células do nosso corpo. Quando o corpo relaxa, a gente sente esse efeito como algo extraordinário, mas na verdade é um processo biológico natural acontecendo.
Como corpo e mente se conectam nesse processo?
Não tem como falar de corpo sem falar da mente. Eles estão completamente conectados. Muitas vezes, o corpo manifesta dores ou limitações que têm relação com emoções ou memórias armazenadas. O corpo guarda essas informações e reage a partir delas.
O que acontece no cérebro quando usamos essas práticas?
A aromaterapia atua no sistema límbico, que regula emoções. Isso influencia o sistema hormonal e ajuda a reduzir estados de alerta constante. A partir daí, ocorre a neuroplasticidade — ou seja, o cérebro cria novas conexões — e o comportamento muda.