Cosulã assinou convênio técnico com a Arco para beneficiar mais de 3 mil associados

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Cosulã assinou convênio técnico com a Arco para beneficiar mais de 3 mil associados

Por

Atualizado terça-feira,
10 de Março de 2026 às 11:03

Há 50 anos

A sede local da cooperativa Regional Sudeste dos Produtores de Lãs Ltda. (Cosulã), foi local em que ocorreu a assinatura de um convênio de assistência técnica com a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco). O acordo beneficiaria a maioria dos 3,2 mil associados da cooperativa, espalhados em 20 municípios do Rio Grande do Sul, enquadrados na faixa de produção de mil a cinco mil quilos de lã, que representavam 26% do número de filiados e, em termos de produção, significavam 37% de total dos 20 redutos produtores.

De imediato, a Arco colocou à disposição da Cosulã um técnico, o veterinário Aluísio Azevedo, que prestaria assistência técnica aos cooperados, de preferência aqueles localizados nos municípios de Pinheiro Machado, Piratini e Herval do Sul, áreas consideradas prioritárias pela Cooperativa. Porém, a critério da Cosulã os cooperados localizados em outros municípios poderiam receber assistência.

Segundo ficou claro, em uma das cláusulas do referido convênio, a assistência técnica por ele garantida abrangeria as áreas de melhoramento zootécnico, defesa sanitária, reprodução, tosquia, manejo e crédito orientado através do convênio já firmado entre a Arco e o Banco do Brasil.

Trajetória

Originalmente chamada de Cooperativa Sudeste dos Produtores de Lã Ltda., a cooperativa integrava 13 municípios da região. Seu objetivo era otimizar a venda de lã através de uma relação direta entre o produtor e o consumidor. A empresa era ampla e diversificada, mantendo a produção e o comércio de lã bruta, lã lavada, tops, fios para tricô, crochê e malharia, além de couros e peles.

A construção dos primeiros edifícios que formam o complexo da cooperativa teve início em 1944 e em 1947, a prefeitura de Pelotas aprovou o projeto da sede matriz, onde funcionou a administração central, na rua Alberto Rosa esquina com Benjamin Constant. A Cosulã manteve suas atividades de produção e comércio até meados da década de 1990;

Em 1996, o prédio da sede matriz foi adquirido pela Universidade Federal de Pelotas. Atualmente o imóvel abriga o Instituto de Ciências Humanas (ICH)..

Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; artigo A zona portuária de Pelotas [RS]: nova paisagem de um bairro antigo, de Jossana Peil Coelho, Cláudia da Silva Nogueira e Francisca Ferreira Michelon

Há 100 anos

Obra de Salis Goulart Confissões – Livro dos namorados

(Foto: Reprodução)

A editora Universal publicou Confissões – Livro dos namorados, mais uma obra do poeta, romancista, conferencista, prosador, publicitário, filósofo e professor Jorge Salis Goulart, na época com 26 anos. Entretanto a obra, em “delicada prosa”, conforme divulgou um crítico, foi escrita seis anos antes. “Foi escrita quando Salis Goulart contava com 21 anos, com grande sentimento e inspiração elevadíssima”, escreveu o cronista da imprensa pelotense.

Goulart se tornou, na década de 1920, referência nas literaturas pelotense e gaúcha e na educação local. A produção literária de Goulart teve início em 1919, com a coletânea de poemas, Auroras e Poentes. Mas foi em 1925, que o escritor atingiu sua maior produção, publicando obras em diferentes estilos, como a prosa, o poema e o romance. Na sequência de Poemas para nós mesmos, publicou Confissões – Livros dos Namorados e A vertigem.

Radicado em Pelotas

Natural de Bagé, nasceu em 6 de setembro de 1899. Aos 14 anos ingressou no antigo Ginásio Pelotense e se formou em Direito em 1922. Acabou por se radicar em Pelotas, onde também atuou como professor e jornalista.

Trabalhou como educador na Escola Prática do Comércio, em 1924, e professor efetivo de História do Brasil no Colégio Pelotense, a partir de 1925, e na Faculdade de Direito, da cadeira de Introdução à Ciência do Direito.

Multifacetado

Atuou também em diferentes jornais de Pelotas, como o Jornal da Manhã, em 1925, ainda se tornou diretor do Diário Popular, em 1927. Entre outras atividades, em  1928, passou a ser sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.

Foi patrono na cadeira nº 1 da Academia Sul-Brasileira de Letras e se casou, aos 23 casou com a poetisa Walkyria Neves, no Rio de Janeiro. Goulart ainda colaborou em  diversos jornais e revistas no Rio de Janeiro, outros estados brasileiros e no estrangeiro. Morreu em Pelotas, no dia 20 de setembro de 1934.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul

Acompanhe
nossas
redes sociais