Centro Português celebra 100 anos como guardião da cultura lusitana em Pelotas

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Centro Português celebra 100 anos como guardião da cultura lusitana em Pelotas

Instituição chega ao centenário reafirmando seu papel cultural, social e esportivo

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Centro Português celebra 100 anos como guardião da cultura lusitana em Pelotas
Sede da instituição fica às margens do Arroio Pelotas e estrutura conta com piscinas e áreas esportivas (Foto: Jô Folha)

Neste sábado, o Centro Português 1º de Dezembro completa 100 anos de história em Pelotas. Fundado em 1926 a partir da união de duas entidades de orientações políticas diferentes, o clube atravessou um século preservando tradições e se reinventando como espaço de convivência, cultura e esporte. Além de um marco cronológico, o centenário consolida o Centro Português como uma das instituições sociais mais simbólicas da cidade.

À frente da entidade em um ano histórico, o presidente Eduardo Carreira define a data como resultado de uma construção coletiva. “Não é somente uma pessoa a liderar, mas várias pessoas envolvidas na história do clube. É um trabalho dividido com conselhos, diretoria e colaboradores”, afirma. Segundo ele, a missão central permanece a mesma: manter viva a cultura portuguesa e projetá-la para novas gerações.

Memória e identidade

A preservação da cultura lusitana é o eixo estruturante das atividades do Centro Português. O clube mantém biblioteca, museu, Sala de Honra e acervos artísticos que passam por restaurações constantes, muitos deles com apoio de Portugal. Entre os projetos recentes está a recuperação de obras históricas, como a pintura que retrata a chegada dos portugueses ao Brasil, já restaurada, e a futura restauração do quadro da Primeira Missa.

O calendário cultural segue marcado por datas simbólicas, como o Dia da Comunidade Luso-Brasileira, o Dia de Portugal, o 1º de Dezembro – que remete à restauração da independência portuguesa – e celebrações religiosas tradicionais.

No contexto do centenário, o clube também se prepara para receber uma imagem de Nossa Senhora de Fátima enviada diretamente do Santuário, em Portugal, que passará a integrar o acervo histórico da instituição. A gestão dos 100 anos foi consagrada à santa.

Três sedes e múltiplas funções

Atualmente, o Centro Português é o único clube da cidade com três sedes:

  • Sede central, na Andrade Neves;
  • Sede Aníbal Vidal, às margens do Arroio Pelotas;
  • Sede Campestre, onde se concentram as atividades administrativas, culturais e esportivas.

Futebol de sete

Porto foi o primeiro time campeão do campeonato interno do clube

Entre as atividades que mais mobilizam os associados está o futebol de sete. Criado há cerca de 30 anos, o campeonato de futsete reúne mais de 600 atletas e movimenta aproximadamente 800 pessoas nas tardes de sábado, em edições de verão e inverno. Disputado em cinco campos de gramado natural, o torneio se tornou referência entre clubes sociais.

O formato é um dos diferenciais: os atletas se inscrevem individualmente e os times são definidos por sorteio, promovendo integração e equilíbrio. A disciplina também é um pilar. “É um ambiente familiar. As pessoas vêm para se divertir e estar com a família”, afirma Carreira.

É nesse contexto que histórias se constroem desde cedo. Gabriel Pepe Cerqueira, 10 anos, joga o campeonato desde 2024 e já viveu momentos marcantes. “O melhor momento foi quando a gente levantou a taça. Fomos campeões pelo time São Geraldo e ainda consegui ser o goleiro que tomou menos gol”, conta. Para ele, jogar com a família por perto faz diferença: “Ter meu pai torcendo por mim me incentiva a fazer o melhor dentro de campo”.

Programação do centenário

Neste sábado, o jantar comemorativo conta com homenagens e apresentação do grupo Alma Lusitana, dedicado ao fado. Durante a solenidade, será oficializada a nova denominação da sede campestre, que passará a se chamar Sede Fernando Teixeira Brittes, em homenagem ao idealizador do espaço.

Para Carreira, o centenário é também um ponto de partida. “Preservar a história é fundamental, mas olhar para o futuro é o que garante que o Centro Português continue vivo por mais 100 anos”.

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