No holofote federal

Editorial

No holofote federal

No holofote federal
(Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vem a Rio Grande nesta terça-feira (20), acompanhado do ministro das Cidades Jader Barbalho Filho. Na quarta (21), o ministro da Educação, Camilo Santana, também estará no município. São sinais de que a região, e sobretudo Rio Grande, estão no escopo dos olhares do alto escalão do governo federal. É, para a Zona Sul, o momento de aproveitar. Isso não significa necessariamente crescer o olho ou ser “chorões”, mas sim valer-se do contato direto para obter algumas das nossas diversas demandas.

A visita de Lula é simbólica para marcar dois pontos de virada para a comunidade rio-grandina. O primeiro é mais um avanço na retomada gradual do Polo Naval. A construção de mais navios vai gerar novos postos de empregos e azeitar partes do ciclo virtuoso necessário para que se crie todo um movimento favorável a mais negócios agregados ao setor. A economia do mar, aliás, é a chave de ouro para o desenvolvimento da Zona Sul. Soma-se a isso também a inauguração das moradias, algo fundamental para a comunidade que será beneficiada. Mesmo com todas as pompas políticas do dia, o ponto principal da inauguração de hoje é que cinco mil pessoas terão habitação digna, depois de dez anos de espera.

Para além disso, muitas questões infraestruturais e de investimentos ainda carecem de um olhar na região e nós, em um momento de avanço do desenvolvimento e de busca por um momento de virada de chave, precisamos comunicar essas demandas. Desde o avanço das pontes até a conclusão das obras em rodovias, a Zona Sul precisa desses recursos para que as coisas realmente andam – e tudo isso depende do governo federal, necessariamente.

E, em ano eleitoral, é fundamental também aproveitar a dose extra de boa vontade política que permeia os recursos e decisões. Passamos boa parte do tempo indo até Brasília para pedir quase tudo. Agora, Brasília estará na nossa casa. Eles têm a caneta e o poder de destinar os recursos. À Zona Sul, cabe falar e deixar bem claro o que precisa. Comunicação, boa vontade e timing andam juntos quando o desenvolvimento é o objetivo.

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