Há 100 anos
Idylio Haubman, Francisco Pedroso de Souza, Armando Souza e Gaspar Gomes de Freitas eram os formandos da Escola de Agronomia e Veterinária de Pelotas, em 1925. A formatura aconteceu no prédio da entidade, às 16h30min, do dia 8 de dezembro.
O paraninfo da turma foi o então intendente (prefeito), Augusto Simões Lopes, que no seu discurso lembrou que o prédio onde estava sendo realizada a cerimônia havia pertencido à família Maciel. “Ela (a Escola) recorda e recordará, sempre, o generoso e alevantado impulso de uma das mais ilustres famílias desta terra – a família Maciel – que, doando ao Município o edifício em que nos encontramos neste feliz momento, prestou inolvidável concurso ao desenvolvimento do ensino agrícola, tão necessário ao nosso progresso…”, disse Simões Lopes.

Escola em prédio do século 19 (Foto: Reprodução)

Quadro exposto na Casa Levy (Foto: Reprodução)
O formando Francisco Pedroso de Souza foi o orador da turma. A banda Municipal se apresentou na festividade, que também contou com a presença de alunos do Ginásio Pelotense.
No quadro de formatura, além dos diplomados, estão o diretor interino da Escola, Francisco J. Rodrigues de Araújo, e os professores Hugo V. Cunha e Dario Salgado Guimarães. A concepção do quadro foi de Júlio Costa e as fotografias de João Veselka, a peça ficou exposta por algumas semanas na joalheria Casa Levy, que ficava na rua 15 de Novembro.
Na história
A família Maciel propôs a doação do terreno e a construção do prédio onde funcionaria a escola em 22 de junho de 1881, através de ofício à Câmara de Vereadores de Pelotas. A Imperial Escola de Medicina Veterinária e de Agricultura Prática foi inaugurada e começou a funcionar no local em 1883.
O prédio histórico, localizado no centro da cidade, funcionou como sede da escola até 1960, quando a Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel (FAEM) foi transferida para o campus de Capão do Leão. Atualmente o prédio histórico abriga o Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo da Universidade Federal de Pelotas.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
Há 50 anos
Temporada do humorista Chico Anysio tem show e grande prêmio no Jockey

Humorista foi homenageado (Foto: Reprodução)
O espetáculo Com Chico no quarto, com o humorista, ator e artista plástico Chico Anysio, foi atração nos dias 10 e 11 de dezembro de 1975, no Theatro Guarany. Com o artista estaria o conjunto Tempo Sete e Suely Ney.
O show chegou a Pelotas depois de uma longa temporada de 30 dias em Porto Alegre. Na época, com 44 anos e 27 de carreira, Anysio era estrela da televisão, com os programas Chico City e Azambuja e Cia, além de ter um quadro fixo na rádio, 20 vezes por semana, chamado Dez minutos com Chico Anysio. Em Pelotas, a renda dos espetáculos seria revertida para o Mobral.
Na Tablada
Ainda no município foi realizado o Grande Prêmio Chico Anysio, no dia 14 de dezembro, no Hipódromo da Tablada. A prova de 1,9 mil metros foi vencida por Abanor, um cavalo porto-alegrense, que levou o prêmio de 20 mil cruzeiros.
Presente na corrida, o artista entregou troféus aos vencedores, proprietário, jóquei e tratador. Anysio ainda recebeu um cartão de prata do presidente do Jockey Club de Pelotas, José Cheffe Rahal, como lembrança do evento.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
Há 62 anos
Paraninfo ilustre não comparece à formatura
O Cine Rádio Pelotense recebeu a sessão solene de colação de grau dos formandos do Curso Técnico de Contabilidade da Escola Técnica de Comércio Irmão Fernando. A formatura ocorreu no dia 10 de dezembro de 1963 e teve a peculiaridade de ter como paraninfo o, então, senador e ex-presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira.
Além de JK, a turma escolheu o professor Joaquim Alves da Fonseca, como homenageado de honra. Os alunos ainda homenagearam: o inspetor federal Detlev W.Shultz, secretário Raymundo Arraldi e professores Albio Barcelos Xavier, Paulo Zanotta da Cruz, Pedro Couto Gomes, Harry Augusto Berndsen, Ildemar C.Bonat, José Olavo Alves de Campos, Padre Ivo Mansan, Antônio A. Porto Gomes, Flávio S.Gastaud, Francisco de Paula Alves da Fonseca, Salvador Lemos de Freitas, Juvenal D. da Costa Vidal, Edgard Plínio do Nascimento, João Arnaldo Carpena e padre Jaime Chemello.
Entretanto, imprevistos de última hora impossibilitaram a vinda do ilustre paraninfo dos contabilistas de 1963. A formatura, que aconteceu sem o homenageado, teve como orador Francisco Sparenberg de Carvalho.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense