Adolescentes que fizeram ranking sexual de meninas no IFSul cumprirão medidas socioeducativas

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Adolescentes que fizeram ranking sexual de meninas no IFSul cumprirão medidas socioeducativas

Justiça homologou acordo proposto pelo Ministério Público; jovens participarão de curso sobre responsabilidade digital, prestarão serviços comunitários e farão retratação formal

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Atualizado quinta-feira,
28 de Maio de 2026 às 15:16

Adolescentes que fizeram ranking sexual de meninas no IFSul cumprirão medidas socioeducativas
Entre as determinações estão a participação em um curso sobre responsabilidade digital (Foto: Jô Folha)

A Justiça homologou nesta quarta-feira (27) a remissão combinada com medidas socioeducativas proposta pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) para oito adolescentes envolvidos na criação e circulação de um ranking sexual de meninas do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul), Campus Pelotas. A decisão foi proferida pelo Juizado Regional da Infância e Juventude, e os adolescentes já iniciaram o cumprimento das medidas.

Entre as determinações estão a participação em um curso sobre responsabilidade digital, gênero e convivência ética no ensino médio, além da prestação de serviços à comunidade e da realização de retratação formal por meio da Promotoria de Justiça.

O caso veio à tona após a circulação, em aplicativos de mensagens, de uma lista elaborada pelos adolescentes que classificava colegas, também menores de idade, em categorias de conteúdo ofensivo. Diante da repercussão, o MPRS instaurou procedimento para apurar os fatos e passou a acompanhar as providências adotadas pela instituição de ensino desde março.

Durante a investigação, foram realizadas reuniões entre o Ministério Público, direção do IFSul, famílias das vítimas e dos adolescentes envolvidos. Após a conclusão do procedimento policial, os jovens foram ouvidos na Promotoria de Justiça de Pelotas, acompanhados de responsáveis e advogados, ocasião em que foi ajustada a remissão cumulada com medidas socioeducativas.

Além da responsabilização dos envolvidos, o Ministério Público também articulou ações preventivas junto ao IFSul, com base nas diretrizes do ECA Digital. As iniciativas buscam incentivar o uso responsável das tecnologias e fortalecer um ambiente escolar mais seguro e respeitoso.

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