As denúncias de assédio envolvendo estudantes do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), em Pelotas, estão em fase final de investigação pela Polícia Civil e o inquérito deverá ser concluído até o final de abril. A investigação está sob responsabilidade da delegada Lisiane Moraes Mattarredona, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Pelotas (DPCA). Segundo ela, o inquérito entrou na última etapa. “Já iniciamos as oitivas dos investigados. Estamos ouvindo os estudantes envolvidos e o caso está se encaminhando para conclusão”, afirma.
A delegada explicou que o prazo para finalização é até o fim de abril. Ela ressaltou que já houveram avanços, mas as informações permanecem sob sigilo para não comprometer o andamento das investigações. “Já temos identificações, mas alguns detalhes não podem ser divulgados neste momento”, completa.
Medidas adotadas pelo IFSul
Em nota, o Campus Pelotas do Instituto Federal Sul-rio-grandense informou que os estudantes investigados estão afastados cautelarmente das atividades acadêmicas até a conclusão do caso no âmbito da Promotoria de Atos Infracionais.
A instituição afirma que está colaborando com a investigação e prestando apoio às vítimas. “As vítimas foram acolhidas pela equipe de apoio ao estudante, especialmente pelos setores de psicologia e assistência social”, informa a assessoria.
O instituto diz que vem reforçando ações educativas e preventivas. Nesta semana, foi realizada uma atividade de combate à violência e ao bullying, com participação da Secretaria da Mulher do município e de grupos internos de pesquisa. O IFSul também destacou a existência de uma política institucional voltada à prevenção e combate ao bullying e à violência escolar, formalizada por resolução do conselho superior.
Relembre
O caso ganhou repercussão em março após o vazamento de uma lista depreciativa, conhecida como “ranking de estupráveis”, produzida por oito alunos da instituição e expondo cerca de 30 estudantes. A situação ganhou força após mobilização de estudantes, que denunciaram outros episódios de assédio dentro da instituição, alguns envolvendo professores. Desde então, o tema passou a ser acompanhado pelas autoridades policiais e pela comunidade acadêmica, com desdobramentos tanto na esfera criminal quanto administrativa.
