Somos a primeira geração que consegue conexão em segundos com uma pessoa do outro lado do mundo. Porém, também somos uma geração que, aos poucos, está parando de se conectar emocionalmente.
Um novo relatório americano demonstrou uma queda significativa nos namoros entre jovens: um em cada três jovens adultos está namorando. A grande maioria dos entrevistados descreve interesse em casar e ter filhos, mas esse grupo também não mantém relacionamentos de longo prazo.
A minha teoria considera, além da economia que o mundo enfrenta e do machismo que iluminamos — e que agora permite às mulheres reconhecerem seus perigos —, um fator importante: a facilidade aos nossos pés. Convenhamos, não precisamos colocar tanto esforço em mais nada, diferentemente dos nossos antepassados. Porém, a tecnologia ainda não descobriu como tornar esse tipo de conexão humana mais fácil.
Relacionamentos levam tempo e esforço, dois fatores que não estamos acostumados a exercer. O ser humano foi formado pelo ambiente, e é quase como se o nosso corpo atual estivesse se moldando ao individualismo, pela dificuldade da conquista e de tudo o que vem depois dela. Além de diminuir a nossa espécie, isso causa frustração, porque nossas expectativas ainda são altas, mas nos mantemos sem parceiros.
Acho incrível a ideia de viver uma vida feliz sozinho, sem se forçar a ficar com alguém. Mas será que a vida não se tornou tão mais fácil que até o esforço de um relacionamento se tornou pesado demais?