Há 110 anos
O 2 de abril de 1916 ficou marcado, em Pelotas, pela morte de Joaquim Augusto de Assumpção, aos 65 anos. Cinco meses antes, o político pelotense havia renunciado ao mandato de senador da República, por problemas de saúde. Também advogado e empresário pelotense, foi uma das figuras de destaque da transição entre o Império e a República no Rio Grande do Sul.
Joaquim Augusto formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1872. Iniciou a carreira no Rio de Janeiro, mas logo retornou à cidade natal, onde abriu o próprio escritório de advocacia. Ainda no século 19, filiou-se ao Partido Conservador do Império. Nomeado Juiz de Órfãos para o Rio Grande e depois removido para Pelotas.
Casou-se com Maria Francisca Mendonça (Mariquinhas), filha de Francisco de Paula Mendonça e de Maria Antonia Vieira da Cunha, com quem teve nove filhos. A maior parte da sua descendência permaneceu em Pelotas.
Em Pelotas, foi atuante na comunidade e, entre as atividades, tomou parte na diretoria da Santa Casa de Misericórdia, do Asilo Nossa Senhora da Conceição e na Biblioteca Pública Pelotense. Foi ainda um dos fundadores do Banco Pelotense e integrou o Conselho Fiscal da entidade. Pertenceu ao grupo pelotense fundador da fábrica Fiação e Tecidos.
Na política
Após a Proclamação da República, em 1889, aderiu ao Partido Republicano Riograndense (PRR), liderado por Júlio de Castilhos e Pinheiro Machado. Assumpção exerceu cargos de juiz em Pelotas e Rio Grande e, mais tarde, foi desembargador do Supremo Tribunal Estadual. Embora tenha sido convidado por Carlos Barbosa Gonçalves para assumir a vice-presidência do Estado, recusou o cargo.
Patrimônio
A residência onde morou com a família, na rua Félix da Cunha, esquina com Lobo da Costa, é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado. O palacete é do final do século 19. Em 2005 foi comprado pelo Banco Santander, que doou o solar para a Universidade Federal de Pelotas para abrigar o curso de Turismo.
Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; Universidade Federal de Pelotas
Há 50 anos
Ministro afirma que ponte ficaria pronta em maio de 1976

(Foto: Reprodução)
Em visita a Pelotas, o então ministro dos Transportes, Dirceu Nogueira, afirmou que não haveria problemas no escoamento da safra de soja do Rio Grande do Sul através do Superporto de Rio Grande, uma vez que a nova ponte, que estava sendo construída, sobre o Canal de São Gonçalo, ficaria pronta em um mês. Apesar do incidente havido recentemente com a ruptura de parte de um dos vãos construídos, segundo garan.
O ministro dos Transportes chegou ao Aeroporto Internacional de Pelotas às 15h30min, do dia 2 de abril de 1976, com 1h45min de atraso. Logo após, rumou para o local das obras e seguindo, posteriormente, para a BR-116 para realizar uma inspeção naquela rodovia. O que de fato aconteceu em maio de 1976.
Duplicação
Sobre a duplicação das estradas que ligavam o Retiro a Rio Grande e da BR-116, o ministro Dirceu Nogueira disse que, de momento, não havia recursos disponíveis para a concretização dos dois projetos. Porém, não afastou a possibilidade de que, tão logo os recursos necessários fossem alocados, os pleitos seriam atendidos.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
Há 18 anos
UFPel concede título de Doutor Honoris Causa a ex-ministro Murílio Hingel

(Foto: Gustavo Tempone – UFJF)
O ex-ministro da Educação do governo Itamar Franco, Murílio de Avellar Hingel, recebeu na manhã do dia 4 de abril de 2008 o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A cerimônia ocorreu no Centro de Integração do Mercosul. A outorga da distinção, decidida pelos Conselhos Superiores da Universidade em 1996, mas adiada por problemas de agenda, é um reconhecimento ao apoio recebido de Hingel à época.
Na primeira gestão do reitor Cesar Borges, a UFPel obteve apoio do MEC em diversos projetos, entre os quais destaca-se a urbanização do Campus Universitário Capão do Leão, antiga aspiração da Universidade. Em 1994, além de inaugurar as obras de pavimentação, Hingel também lançou a nova Central Telefônica da UFPel.
Professor
Natural de Petrópolis, no Rio de Janeiro, Murílio de Avellar Hingel, na época com 75 anos, era graduado em Licenciatura em Geografia e História pela Faculdade de Filosofia e Letras de Juiz de Fora (MG). O professor era também pós-graduado, em nível de especialização, em Planejamento Educacional para o Ensino de primeiro e segundo graus. Hingel morreu em 4 de outubro de 2023, na França.
Fonte: Acervo Assessoria de Comunicação UFPel