A greve dos trabalhadores da HU Brasil, antiga Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), foi mantida nesta quarta-feira (1º) após a rejeição da proposta apresentada pela empresa sob mediação do Tribunal Superior do Trabalho. O movimento é nacional e envolve médicos, enfermeiros, agentes administrativos e outros servidores ligados aos hospitais universitários federais.
A paralisação atinge unidades como o Hospital da Universidade Federal do Rio Grande (HU-Furg) e o Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel), onde os trabalhadores já estão mobilizados desde o final da tarde de segunda-feira (30).
Paralisação por tempo indeterminado
Em Pelotas, a decisão de rejeitar a proposta e manter a greve por tempo indeterminado foi confirmada em assembleia. Conforme o farmacêutico Roberto Flávio Gularte Martins, integrante do comando local, a deliberação segue o cenário nacional. “A gente não aceitou a proposta que foi encaminhada ontem, mediada pelo TST, e foi definido que a greve continua por tempo indeterminado”, afirmou.
A proposta previa reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, mas não contemplava ganho real, a principal reivindicação da categoria. A avaliação das entidades sindicais, como a Condsef/Fenadsef, é de que houve falta de avanços nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2026. “A proposta ainda continua sendo insuficiente uma vez que a greve é justamente por ganho real de salário”, aponta o comunicado da entidade.
Com a rejeição formalizada, a mediação no TST é encerrada e o caso pode seguir para dissídio coletivo, o que deve levar a decisão para a Justiça do Trabalho. Sem acordo entre as partes, a greve segue em todo o país, sem previsão de término.
