Exército luso-brasileiro retoma a vila do Rio Grande das mãos dos espanhóis

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Exército luso-brasileiro retoma a vila do Rio Grande das mãos dos espanhóis

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Há 250 anos

O dia 1º de abril marca a retomada luso-brasileira da vila do Rio Grande, depois de 13 anos sob o domínio espanhol. A reconquista foi comandada pelo tenente-general e posteriormente marechal Henrique Böhn, que contou com o apoio da esquadrilha naval de 12 barcos comandados pelo capitão-de-mar e guerra Jorge Hard-Castle. Também integraram o exército, tropas oriundas de Portugal, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

A invasão espanhola da vila do Rio Grande ocorreu em 1763, quando militares e população civil atravessam desordenadamente o canal do Rio Grande com a chegada dos espanhóis. O evento militar foi comandado pelo governador de Buenos Aires, general Dom Pedro Caballos. Naquele período, os luso-brasileiros avançaram pelo atual município de São José do Norte até o Estreito e fundaram uma povoação.

A reconquista ainda teve a participação de uma companhia da Cavalaria do Vice-Rei do Brasil, na qual o alferes José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, serviria, anos depois. Sob o comando do marechal Böhn, mais de quatro mil homens, partindo de São José do Norte, neutralizam baterias situadas ao longo do sul do canal (Barra, Mosquito, Triunfo, Trindade, Mangueira e Ladino) e desembarcam em Rio Grande. Mais de 1.200 militares espanhóis fugiram.

A batalha foi o capítulo final de uma ofensiva, que teve conquistas como a do forte São Martinho, em 31 de outubro de 1775 e da fortaleza de Santa Tecla, em 25 de março de 1776, na fronteira do Rio Pardo, ao comando do major Rafael Pinto Bandeira. Campanhas como essas ajudaram a definir o destino das terras do Rio Grande do Sul.

Poderio bélico

Os espanhóis possuíam na Vila de Rio Grande um efetivo estimado em 1500 homens, entre Infantaria, Dragões, Artilharia e Milícias (blandengues e santafesinos), afora sua forte esquadrilha naval. A tropa estava sob o comando de Dom José de Molina, líder do destacamento que conquistou a vila em 24 de abril de 1763.
Os fortes espanhóis em Rio Grande, da barra para o interior, eram: São José da Barra, armado com sete canhões, três de 24 libras e quatro de 18, com uma potência de fogo de 144 libras, superior a toda a potência dos fortes portugueses. O Santa Bárbara ou Mosquito (três canhões com potência de fogo total de 40 libras e o ponto fraco), Novo ou Triunfo.

Ainda: Trindade (com seis canhões, potência de fogo total 100 libras, da Mangueira (seis canhões, potência de fogo total 76 libras) e do Ladino (seis canhões, potência de fogo 58 libras. Era de faxina e destinava-se a defesa aproximada. Também Vila de Rio Grande (12 canhões, potência de fogo 140 libras, que defendia a vila contra ataque terrestre e situava-se no alto do hospital e finalmente o São João Batista da Guarda do Arroio (seis canhões com potência de fogo de 40 libras, fazendo a defesa da vila de ataques pela retaguarda.
Ao tenente-coronel de Dragões Miguel Fabrer competia cobrir o forte do São Gonçalo na direção de Rio Pardo-Canguçu-Rio Grande, com apoio de um forte construído no Passo dos Negros, em Pelotas.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; Cronologia básica da história da cidade do Rio Grande (1737-1947), de Luiz Henrique Torres

Há 50 anos

Embratel promete ampliar o serviço de telex para toda a Zona Sul do Estado

Até abril de 1976, Pelotas tinha 60 canais de telex (Foto: Reprodução)

A Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel) prometia que em breve a Zona Sul do Estado, incluindo o Chuí, deveria contar com serviços de telex, na época existente apenas em Pelotas e Rio Grande. O município pelotense dispunha de 60 canais. A expectativa era de que também, em dois meses, esse número fosse ampliado para 140, servindo também os municípios de Bagé e Jaguarão.

Os primeiros

Pelotas recebeu os primeiros aparelhos em 1º maio de 1975, porém os 60 existentes eram considerados ainda insuficientes, obrigando a ampliação deste número para 140. Em abril de 1976, somente os bancos, estabelecimentos comerciais e industriais e repartições públicas utilizavam os serviços da Embratel. Porém, até mesmo advogados, professores e particulares poderiam dispor de um equipamento de telex. “São como telefones, com a diferença de que ao invés de fonia é usada a grafia”, explicou o Roberto. Outro diferencial é que o custo operacional era baixo e a utilidade ampla.

Os contatos

Os aparelhos que serviam Pelotas e Rio Grande tinham condições de contactar com diversos países através de ligação direta e com todos, por intermédio de um operador. A instalação do aparelho de telex custava aproximadamente 400 cruzeiros e as mensalidades em torno de 1.500 cruzeiros.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

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