Um sonho que ganha forma pedra por pedra em meio à paisagem de Morro Redondo. Há mais de três anos, o casal se dedica à construção de um castelo erguido com as próprias mãos, transformando a ideia em realidade. No dia 20 de março, o espaço foi aberto ao público para uma visita guiada, permitindo que os visitantes acompanhassem de perto o andamento da obra que, desde então, já registra novos e significativos avanços.
Esse castelo era um sonho de vocês?
Albio: A imagem do castelo me acompanhou pela vida toda. Eu sou de uma família muito humilde. Então, antes era apenas aquele sonho de criança a gente foi se acostumando a ter apenas a imagem de talvez um dia poder estar na situação de visitar um castelo. Depois a vida foi melhorando e nos ofereceu as condições de que a gente possa hoje estar realizando esse sonho.
Como é que de fato é essa construção? Você tem alguma equipe?
Albio: A Michelle fica no financeiro, que é o cerne da obra. Sem dinheiro não se constrói. Mas na atuação propriamente, somos eu e mais um, o Solismar. Quando a gente consegue ajudante, a gente chama para nos auxiliar, mas basicamente levantamos entre eu e ele. Pegamos um inverno muito frio no início, bastante barro, foi mais um desafio que o Solismar, que eu conheço há muitos anos, aceitou dividir comigo. Não se pode dizer que é uma atividade fácil, mas é muito prazeroso ver se realizar e deixar uma marca na região que vai durar por bastante tempo, servir como referência para atividade turística na região.
Qual o tamanho total do castelo em m²?
Albio: De térreo são 820 m² mas nós temos mais dois andares, que vão multiplicar essa área. Falar em metros quadrados é meio complicado porque as pessoas não fazem ideia. A gente gastou 17 mil pedras de arenito rosa e até quando a gente contou, foram 2 mil sacos de cimento na construção. Depois paramos de fazer a contabilidade. Então foi bastante material. Estamos sempre em busca da realização, do fazer. Porque eu acho que o interessante na vida é a caminhada, o percurso. O chegar muitas vezes não te dá tanta satisfação como o ir, o fazer, o construir. E a Michelle é o nosso ponto financeiro. Ela que corre atrás dos materiais.
Michele: Essa cabecinha viaja, né? Porque ele tem tudo organizado na mente dele, o que ele imagina. Só que de imaginar a conseguir exatamente aquele produto, tem uma distância. Então ele diz: “ah, eu enxergo o portão de entrada revestido de bronze”. E eu não conseguia achar as placas de bronze de forma alguma. Pois agora, quando chegou a vez do portão de entrada, ele já está pronto, depois do evento ele ficou pronto e está lá forrado em bronze. Conseguir pegar aquilo que ele imaginou e localizar em material para trazer para a obra não é uma tarefa fácil, mas é muito satisfatória. E o Castelo, ele tem isso de bom. Ele tem muito de inspiração, mas tem muito de transpiração também. Tem muito trabalho e é muito gratificante. Porque os dois são loucos por trabalho, então tá tudo certo.
A ideia é transformar esse espaço num grande espaço turístico para a região?
Albio: Isso. Além da hospedagem propriamente, com 15 suítes, nós queremos oferecer também um salão para promoção de festas. Inclusive ele está praticamente pronto e terá 225 m². Com essa ideia, a gente quer atrair todos os públicos e fazer com que as pessoas tenham possibilidades variadas dentro das atividades que o Castelo irá desempenhar. Depois a gente tem mais sonhos! Ela diz que eu não vou parar nunca de construir. Então vai ter mais algumas coisas que a gente vai agregando, mais conforto, mais diversificação de oportunidades de relaxamento, mas sempre com aquele foco principal. Temos um princípio: quando houverem atividades no salão, não haverá reservas nas suítes, para que isso não cause desconforto aos hóspedes ou quem irá praticar essa atividade no salão, que fique com todas as suítes à sua disposição também, que possa hospedar convidados e que esses convidados estejam participando dessa atividade, para não ser um incômodo.
