Novo ramal ferroviário liga Jaguarão ao resto do Rio Grande do Sul

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Novo ramal ferroviário liga Jaguarão ao resto do Rio Grande do Sul

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Há 94 anos

Foi aberto oficialmente, em 1932, o ramal ferroviário de Jaguarão, ligando a estação de Basílio (no município de Herval), na linha de Cacequi a Rio Grande, ao Uruguai, depois de cruzar a ponte internacional sobre o rio Jaguarão. A inauguração ocorreu em 25 de março, porém a obra, de 112 quilômetros do Basílio-Jaguarão, foi iniciada em 1912.

A linha foi totalmente desativada por volta de 1979. Os trilhos, que ligavam Jaguarão à rede ferroviária do Rio Grande do Sul, foram retirados em 1984, exceto no trecho entre Jaguarão e o rio Uruguai. Dez anos depois, em 1994, veio a supressão oficial do ramal.

Viagem internacional

Os trilhos que chegavam à recém-inaugurada estação de trem de Jaguarão continuavam até a cidade de Rio Branco, no Uruguai. Em 1942, foi construído um prolongamento para uma nova estação no abrigo de Polinício, próximo à estação para abrigar os viajantes.

Com essa novidade, passou a ser dali que o trem seguia para a ponte. O trem uruguaio de conexão até Montevidéu esperava no meio da ponte, na parada Ponte Mauá. Por este ramal era possível seguir para Montevideo de trem, após uma baldeação.

Passageiros e arroz

Além dos passageiros, a linha ferroviária também trazia o que se produzia no lado uruguaio. O arroz, por exemplo, era um desses produtos. O cereal vinha da região de Vergara e Treinta y Tres, a 200 quilômetros da fronteira, no Uruguai. Porém, posteriormente, problemas estruturais na ponte impediram os trens do vizinho país de atravessá-la.

Na década de 1960, existiu uma automotriz rápida que fazia a ligação de Rio Grande até a Polinicio, mesmo assim, a viagem, que tinha poucas paradas, levava cinco horas.

Fontes: Secretaria de Cultura e Turismo de Jaguarão; blog Estações Ferroviárias do Brasil; microblog de José Eugênio Perez

Há 50 anos

Atriz Regina Duarte e elenco encenam Réveillon no Theatro Guarany

A atriz Regina Duarte estava em Pelotas para encenar a premiada peça Réveillon, com o ator Ênio Gonçalves, Iara Amaral, Sérgio Mamberti e Mário Prata. O texto era de Flávio Márcio e a direção de Paulo José. O espetáculo foi apresentado no Theatro Guarany, em 31 de março de 1976.

Em cena, a atriz deu vida a Janete, um marco na sua vida artística da paulista. Regina Duarte era conhecida por seus papéis na teledramaturgia, especialmente da TV Globo, ganhando o título de “namoradinha do Brasil”.  A estreia ocorreu em 10 de abril de 1975, em São Paulo, e reuniu o ator gaúcho Paulo José, como diretor, e Flávio Império, famoso cenógrafo e figurinista.

Em entrevista à imprensa local, Regina sentia que os dramaturgos estavam saindo de um sonho que teria durado 10 anos. Para ela, as pessoas, durante muito tempo, estiveram inibidas para criar, não só no campo da dramaturgia, mas também nos demais aspectos da cultura brasileira. “Fazendo-se uma retrospectiva histórica dos últimos 10 ou 12 anos, verifica-se facilmente que muito pouco aconteceu, em termos de arte e de desenvolvimento cultural, mas, tenho impressão que agora é que estamos todos saindo desse tipo de “desmaio” em que estivemos, todos, inclusive artistas, envoltos, durante tanto tempo”, disse a atriz.

Censura

Em pleno período de ditadura militar, questionada sobre a censura, a atriz disse que ela atrapalhava. “Temos 400 peças presas em Brasília, fazendo com que a autocensura existente em cada autor faça sombra à criatividade de um bom trabalho, face às imposições externas tão candentes, em nosso meio, mas o público está sedento de bons trabalhos e creio que se pode dizer que hoje, a situação lá é bem melhor, inclusive contamos com apoio do Governo, através do Serviço Nacional de Teatro, que fez realizar concursos incentivando o teatro brasileiro”, comentou na época.

Fonte: acervo Bibliotheca Pública Pelotense

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