Durante o Fórum de Desenvolvimento da Economia Azul RS, no Festimar, a Bacia de Pelotas ganhou espaço. Foram detalhadas as análises sísmicas que estão sendo feitas para a análise do ecossistema e da biodiversidade marinha, através da TGS, empresa norueguesa líder global no setor. O encontro reuniu especialistas do setor científico, regulatório e ambiental para debater o potencial estratégico da exploração responsável das bacias sedimentares brasileiras.
Além das exposições, que tiveram a contribuição do prof. Eduardo Resende Secchi, do Instituto de Oceanografia da Furg, e de Arthur Rocha Baptista, sócio-fundador e diretor da ARB.Legal, foi detalhada a relação entre a empresa e a academia para o desenvolvimento do maior projeto de mapeamento de biodiversidade marinha do Sul do Brasil.
O Projeto Biodiversidade Pelágica na Plataforma e Talude Continental da Bacia de Pelotas teve início na última semana e reúne pesquisadores de instituições de referência e profissionais da sísmica. A iniciativa irá gerar dados inéditos sobre a vida oceânica em uma das áreas mais estratégicas do Atlântico Sul.
Serão realizadas quatro expedições científicas a bordo de navios de pesquisa da Furg, nos meses de outono e primavera de 2026 e 2027. Durante os cruzeiros, equipes multidisciplinares coletarão dados oceanográficos e biológicos em diferentes pontos do oceano e realizarão observações de baleias, golfinhos, tartarugas marinhas e aves. Também serão empregadas técnicas de ponta, como monitoramento acústico para detecção de cetáceos e análises de plâncton, peixes e outros organismos da teia alimentar marinha.
“Esse conhecimento é essencial para identificar áreas de maior relevância ecológica e apoiar ações de conservação voltadas à gestão sustentável do oceano”, observou o professor Eduardo Secchi.
Para João Corrêa, country manager da TGS no Brasil, a iniciativa representa um marco. Os dados coletados serão sistematizados e futuramente divulgados à comunidade científica, contribuindo para o planejamento espacial marinho e para políticas públicas de conservação da biodiversidade.
Projeto e ligação com a Bacia
A coordenação é da Furg, que reúne o laboratório do Instituto de Oceanografia, as ONGs Aqualie e Kaosa, e conta com recursos da TGS. A iniciativa integra as condicionantes do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades de pesquisa e aquisição de dados geológicos realizadas pela TGS na Bacia de Pelotas.
