ACP cria espaço de trabalho acessível para profissionais liberais

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ACP cria espaço de trabalho acessível para profissionais liberais

Coworking será inaugurado nesta terça-feira (31), no prédio da associação

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ACP cria espaço de trabalho acessível para profissionais liberais
Estações de trabalho poderão ser alugadas por hora, turno ou diária a valores acessíveis (Foto: Jô Folha)

A Associação Comercial de Pelotas (ACP) inaugura nesta terça-feira (31), um novo espaço voltado ao empreendedorismo e à inovação no centro histórico da cidade. Trata-se de um coworking instalado no terceiro andar do prédio da entidade, que começa a operar efetivamente a partir de 1º de abril.

De acordo com o presidente da ACP, Fabricio Cagol, a iniciativa é resultado de uma demanda que começou ainda durante a pandemia. “Essa é uma pauta que vem lá de 2020. Foi quando muitos profissionais passaram a trabalhar mais em casa e começaram a surgir novas necessidades de espaços compartilhados”, explica.

O coworking consiste em um ambiente estruturado para uso compartilhado, com estações de trabalho disponíveis para locação por hora, turno ou diária. O espaço contará com quatro salas individuais fechadas e uma área coletiva, além de infraestrutura completa, como internet, mobiliário, climatização e apoio administrativo.

Segundo o diretor da ACP, Mauro Bom, a proposta surgiu a partir de uma lacuna identificada no centro da cidade. “Não havia coworking no centro histórico. Existia essa demanda de empresários e profissionais que precisavam de um local para reuniões ou atendimentos entre um compromisso e outro”, afirma.
Ele destaca que, durante a pandemia, muitos profissionais liberais optaram por encerrar contratos de salas comerciais fixas. “Muita gente percebeu que não precisava manter um espaço o mês inteiro. A ideia de poder alugar por algumas horas ou por um turno começou a fazer mais sentido”, completa.

Espaço para todos os profissionais

Espaço levou um ano para ser construído (Foto: Jô Folha)

Além de atender profissionais como advogados, psicólogos, corretores, arquitetos e trabalhadores da área da comunicação, o coworking também busca integrar o ecossistema de inovação da cidade. A ACP mantém relação com iniciativas como o parque tecnológico local e pretende funcionar como uma porta de entrada para startups. “A gente quer ser uma ponte. Trazer essas pessoas para o centro, fomentar networking, gerar negócios e fortalecer esse ecossistema de inovação e tecnologia”, afirma Cagol.

Outro objetivo da iniciativa é contribuir para a revitalização do centro histórico de Pelotas, uma das bandeiras da entidade. “Circulam milhares de pessoas diariamente aqui. Queremos ajudar a movimentar o centro com uma atividade positiva, que gere conexão e desenvolvimento”, diz o presidente.

O uso do espaço não será restrito a associados da entidade. Qualquer interessado poderá utilizar o coworking, inicialmente mediante agendamento presencial ou por site. A ACP também trabalha no desenvolvimento de uma plataforma digital para automatizar reservas e pagamentos.

A proposta do coworking não tem foco financeiro, mas sim de apoio ao empreendedorismo, segundo a direção da entidade. “A ideia não é gerar lucro. Nosso foco é apoiar o empreendedor, principalmente o micro e pequeno, oferecendo um espaço acessível e bem estruturado para trabalhar”, reforça Cagol.

A definição dos valores deve ser divulgada apenas na inauguração. Ainda assim, a entidade adianta que a ideia é facilitar o acesso, especialmente para pequenos empreendedores. “É um valor baixo, justamente para ajudar principalmente o micro e o pequeno empreendedor, para que tenham um espaço de apoio confortável para trabalhar”, complementa.

O coworking funcionará, inicialmente, das 8h às 19h, e os valores de utilização devem ser divulgados oficialmente durante a inauguração.
Estrutura valoriza a história de Pelotas

O espaço foi construído em uma das salas comerciais da associação que foi toda requalificada. A antiga área, que seria utilizada por apenas um locador, agora conta com quatro salas individuais e um espaço aberto com outros seis espaços, todos equipados com frigobar, cafeteira, televisão, ar-condicionado, mesas e cadeiras, além de dois banheiros, um deles com acessibilidade.

A implantação do espaço levou cerca de um ano, entre obras e captação de recursos. Conforme Bom, foi necessário adaptar completamente a estrutura existente. “Tivemos que reformar piso, paredes, parte elétrica, hidráulica e internet. Foi praticamente reconstruir o ambiente para criar algo moderno e funcional”, explica.
As salas homenageiam a história de Pelotas. A sala menor, de quatro lugares, será chamada de Quindim. As demais, com seis lugares cada, foram nomeadas: 7 de abril, Baronesa e Catedral. O espaço aberto homenageará o Laranjal.

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