Após fracasso no ano passado, primeiro rival do Brasil rejuvenesce grupo para nova Série D

Xavante de olho

Após fracasso no ano passado, primeiro rival do Brasil rejuvenesce grupo para nova Série D

Time do PR, que visita a Baixada no dia 5, priorizará jovens; treinador já passou por Inter e Seleção Sub-20

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Atualizado sexta-feira,
27 de Março de 2026 às 11:45

Após fracasso no ano passado, primeiro rival do Brasil rejuvenesce grupo para nova Série D
Gallo assumiu o comando em janeiro (Foto: Divulgação - Azuriz)

Adversário do Brasil na estreia da Série D, o Azuriz é uma das três equipes que reencontrarão o Xavante após dividir o mesmo grupo na edição do ano passado, ao lado de Marcílio Dias e São José. As novidades são o Blumenau (SC) e o São Joseense, que foi adversário em 2023.

No ano passado, o Azuriz venceu o Brasil por 1 a 0 no Paraná, mas em Pelotas levou 4 a 0, já na penúltima rodada, quando as duas equipes estavam eliminadas. Desta vez, o reencontro será logo na abertura, às 15h30min do domingo de Páscoa, dia 5.

Na atual temporada, o Azuriz iniciou mal o Campeonato Paranaense, com dois empates e uma derrota. A direção optou pela contratação de Alexandre Gallo, ex-treinador de Internacional, Santos e Seleção Brasileira Sub-20, “rebaixando” o até então técnico Everson Cerisoli para auxiliar fixo do clube.

A mudança surtiu efeito. A equipe paranaense reagiu e terminou a primeira fase em primeiro em um grupo que tinha o Coritiba, por exemplo. Porém, caiu logo nas quartas de final ao sofrer duas derrotas para o Operário, que na sequência se tornaria campeão. Na Copa do Brasil, a Gralha Azul foi eliminada na segunda fase ao perder para o Figueirense por 1 a 0, fora de casa.

“Alexandre Gallo fez com que a equipe ganhasse outra vida dentro da competição”, destaca Cledison Oldoni, repórter da Rádio Liberdade de Pato Branco.

Já o vice-presidente, Robson Ramos, destaca que Gallo foi uma oportunidade que surgiu. O plano é contar com a experiência do treinador para desenvolver jovens atletas formados na base e também com os contatos para possíveis negociações quando abrir a próxima janela.

“Acredito que ele não só vai ajudar na parte de campo, mas também na parte de relacionamento, não só no Brasil, mas também fora, que é onde a gente almeja com o time jovem, tentar ver se a gente faz alguma transição na janela de meio do ano com alguns desses atletas de 20, 22 anos”, projeta o dirigente.

Como clube formador, o Azuriz planeja lucrar com as vendas de jogadores para ter uma condição financeira para, de fato, brigar por crescimento no futebol nacional.

Queda de investimento

O elenco do Azuriz é formado, em sua maioria, por atletas jovens. Nenhum jogador contratado até o momento tem 30 anos ou mais. A folha salarial também será baixa. Em 2025, a direção investiu para tentar o acesso e não deu certo. A equipe sequer passou da primeira fase, com a pior campanha dentro do grupo A8.

“Hoje o Azuriz é um time diferente, muito mais jovem, mas claramente todos os jogadores querem mostrar um pouquinho de serviço para o mercado também. […] Mas claramente, os concorrentes do Azuriz hoje estão à frente, incluindo o Brasil”, avalia Cledison Oldoni.

Robson Ramos destaca que, no ano passado, foi a maior folha salarial da história dos oito anos de existência do Azuriz. Para 2026, ele admite que a equipe não está entre as favoritas e que o plano será dar espaço aos jovens.

“A gente não é um dos favoritos a subir. Falando a nível de experiência de elenco, ano passado a gente gastou mais e não teve êxito. […] Esse ano optamos por fazer um elenco mais jovem, mantivemos a base do Estadual mais jovem para dar minutagem, usar a competição como vitrine”, afirma o vice-presidente.

Entre as mudanças do elenco, Cledison Oldoni destaca a saída do atacante Zé Hugo, ex-Farroupilha, que foi emprestado para o Botafogo (SP). Mesmo caso do atacante Luizão, emprestado para a Chapecoense. Ele foi formado pelo próprio Azuriz. Outro atacante, Léo Guerra foi para o Amazonas, enquanto o volante Gabriel Zeca está de saída para o Confiança.

Entre os reforços está o lateral-esquerdo Reginaldo, ex-base do Corinthians, que estava no Camboriú. Outros nomes importantes permaneceram, como os zagueiros Ary e Brunão, assim como o goleiro Enzo, titular do Aimoré na Copinha contra a dupla Bra-Pel.

O repórter de Pato Branco destaca o volante Jorginho, de 24 anos, como um dos principais nomes do elenco do Azuriz. “Muito bom jogador, joga sempre com a cabeça em pé. Ele é um segundo volante, mas faz a primeira função, zagueiro, já jogou de lateral-direito também. Ele é polivalente, muito bom jogador”, completou Cledison, projetando o Azuriz como uma equipe, no máximo, de meio de tabela na Série D.

Brasil contra o Azuriz no grupo A16

1ª rodada

5 de abril
15h30min | Brasil x Azuriz

10ª rodada

13 ou 14 de junho
Azuriz x Brasil

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