Por: Cíntia Piegas
Há 50 anos
Em 1976, Pelotas dava um salto significativo na produção de aspargo e passava a se aproximar dos maiores produtores do mundo. Os primeiros resultados expressivos, considerados altamente positivos pela Associação Conservacionista de Solos do município, começavam a aparecer após cinco anos de orientação técnica aplicada às lavouras locais.
Naquele período, o técnico Soli Medeiros destacava que a produtividade média da cultura em Pelotas era de cerca de 2 mil quilos por hectare. No entanto, áreas que já seguiam as recomendações técnicas atingiam, naquele momento, uma média de 6,8 mil quilos por hectare, um avanço que colocava o município em patamar próximo ao dos países mais produtivos.
Segundo Medeiros, muitos produtores aguardavam resultados imediatos após a adoção das orientações agronômicas e, diante da demora inicial, chegaram a desacreditar do trabalho técnico. Com o passar dos anos, porém, perceberam que a espera era compensadora e trazia retorno significativo.
Enquanto isso, agricultores que haviam abandonado o acompanhamento técnico, frustrados com os primeiros resultados, voltavam a procurar a Associação. A mudança de postura vinha após observarem o desempenho das lavouras vizinhas, que, sob orientação adequada, apresentavam produtividade muito superior, mesmo em áreas semelhantes e contíguas.
A resistência inicial de parte dos produtores, conforme explicava o técnico à época, era compreensível. O aumento da produtividade, ressaltava, só se consolidava entre quatro e cinco anos após a implantação de práticas corretas, como conservação do solo, adubação adequada, correção do pH e manejo cultural apropriado.
Além dessas medidas, outro fator apontado como essencial para o ganho produtivo era o aumento da densidade de plantio, ainda considerada baixa na zona colonial da região.
Novos métodos em estudo
Naquele momento, a Associação Conservacionista de Solos de Pelotas também anunciava o desenvolvimento de pesquisas voltadas à criação de novos métodos de cultivo. O objetivo era facilitar os tratos culturais e, ao mesmo tempo, ampliar ainda mais a produtividade.
Os estudos seriam realizados na própria zona colonial, em condições reais de lavoura, com acompanhamento direto dos resultados. A expectativa era de que, assim como ocorrera com o aspargo, os efeitos práticos dessas pesquisas só fossem plenamente percebidos após alguns anos, consolidando ganhos que já começavam a transformar a produção agrícola do município.
Produção
Introduzido comercialmente no Brasil na década de 1930, o cultivo de aspargo encontrou em Pelotas um ambiente favorável, impulsionado pela demanda das indústrias de conservas, que entre as décadas de 1950 e 1970 consolidaram o município como referência nacional, ao lado de outras culturas como o pêssego. O interesse técnico pela produção motivou pesquisas voltadas à produtividade e manejo nas décadas seguintes, mas a abertura de mercado nos anos 1990 trouxe forte concorrência internacional, especialmente de países como China e Peru, levando ao declínio da atividade, agravado pelas dificuldades de cultivo e pelo longo ciclo da planta.
Atualmente, a produção resiste de forma limitada, sustentada por iniciativas de agroindústria familiar, enquanto a tradição conserveira permanece preservada como patrimônio cultural, mantendo viva a memória do período em que Pelotas se destacou como polo do setor.
Há 31 anos
Brapel 321 termina em empate

(Foto: Reprodução)
No começo de 1995, o Brapel vinha de cinco empates consecutivos. No Gauchão seriam disputados dois clássicos e na Série C do Brasileiro outros dois. Pelo Estadual, a partida pelo primeiro turno do Gauchão no dia 26 de março foi no Estádio Bento Freitas. Com arbitragem de Silvio Oliveira, João Carlos Oliveira e José Cardoso, o Brapel 321 terminou empatado com quatro gols. Pelo Xavante, Silva e Cléber. Pelo Lobão, Badico marcou duas vezes. Ambos os times faziam péssima campanha, o Brasil era 11º e o Pelotas o 12º na classificação.
Há 118 anos
Terreno da igreja do Redentor era comprado

(Foto: Reprodução)
No final de março de 1908 foi fechado negócio para a compra do terreno onde se ergue a majestosa Catedral do Redentor. Para tal feito, uma grande campanha entre os paroquianos levantou uma quantia razoável que deu para o pagamento da área, da escritura e outras questões burocráticas. Mas a campanha continuava pois era preciso edificar uma igreja. Cinco meses depois, em agosto do mesmo ano, a Junta Paroquial apreciou e discutiu a planta do templo, feita pelo reverendo John Gaw. Em reunião posterior ficou resolvido que o próprio pároco administraria a obra, pois entendia de engenharia. O lançamento da pedra fundamental ocorreu sete meses depois.