Caso Nörnberg: Raquel Mota é recebida por Eduardo Leite e cobra medidas na segurança

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Caso Nörnberg: Raquel Mota é recebida por Eduardo Leite e cobra medidas na segurança

O encontro tratou de câmeras corporais, exames toxicológicos e andamento das investigações

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Atualizado quinta-feira,
26 de Março de 2026 às 18:03

Caso Nörnberg: Raquel Mota é recebida por Eduardo Leite e cobra medidas na segurança
(Foto: Jô Folha)

Raquel Mota, viúva de Marcos Nörnberg, agricultor morto em ação da Brigada Militar no dia 15 de janeiro, se reuniu na manhã desta quinta-feira (26) com o governador Eduardo Leite, no Palácio Piratini, em Porto Alegre. No encontro ocorreu a entrega de um abaixo-assinado, com mais de 27 mil assinaturas, que pede mudanças em procedimentos de segurança pública, como a implantação de câmeras corporais em policiais militares no interior do Estado e a realização de exames toxicológicos aleatórios e periódicos.

Raquel também escreveu uma carta onde conta ao governador o seu relato sobre o que aconteceu na madrugada da tragédia. Ela afirma ter sido torturada pelos policiais, após seu marido ter sido morto numa troca de tiros.

Segundo a viúva, a reunião foi marcada por escuta e acolhimento. “A conversa com o governador foi muito boa, pude contar a minha história, contar os momentos que vivi e o terror que foi aquela noite. O governador escutou meu depoimento de forma acolhedora e sensível. Consegui explicar o que nos move e entregar o abaixo-assinado”, relatou.

Ela também afirmou que o governador se comprometeu a encaminhar para estudo a criação de uma legislação específica para regulamentar o uso de câmeras corporais e outras pautas apresentadas. A proposta deverá ser analisada pela comissão de segurança.

Investigações seguem sem conclusão

A morte de Marcos Nörnberg é investigada em dois inquéritos diferentes: um conduzido pela Corregedoria da Brigada Militar e outro pela Polícia Civil. As apurações buscam esclarecer a conduta dos policiais envolvidos e possíveis crimes cometidos durante a ocorrência.

De acordo com Raquel, não houve novos desdobramentos recentes no andamento dos processos. Ela relata que foi informada de que a reconstituição do caso não será realizada, após uma decisão judicial que não autorizou a simulação. Desde então, não houve novas intimações, nem retorno claro sobre prazos ou o andamento das investigações. Raquel já prestou depoimento em ambas as apurações, assim como outros familiares e os policiais envolvidos na ação.

Uso de câmeras corporais em todo o estado

O uso de câmeras corporais pela Brigada Militar ocorre, atualmente, somente na Região Metropolitana. A corporação planeja ampliar a tecnologia para cidades do interior ainda em 2026, entre elas Pelotas. O investimento previsto é de R$ 24,1 milhões, provenientes de convênio firmado em dezembro de 2025 entre o governo estadual e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Audiência pública em Pelotas

Na próxima segunda-feira (30), a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul realizará, na Câmara de Vereadores de Pelotas, uma audiência pública para discutir o caso e outras pautas relacionadas à segurança pública no Estado.

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