Cadeia produtiva e logística portuária são destaques no primeiro dia do Festimar

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Cadeia produtiva e logística portuária são destaques no primeiro dia do Festimar

2º Seminário da Qualidade da Soja reuniu representantes do setor e lideranças em um debate sobre o desenvolvimento da região

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Atualizado quinta-feira,
26 de Março de 2026 às 18:57

Cadeia produtiva e logística portuária são destaques no primeiro dia do Festimar
(Foto: Francine Neves)

Teve início nesta quinta-feira (26) mais uma edição do Festival do Mar, no Centro Histórico rio-grandino. No cronograma, além das atrações culturais e da feira de empreendedorismo local, o desenvolvimento industrial da cidade ganhou espaço, a partir da segunda edição do Seminário de Qualidade da Soja no Porto de Rio Grande. Durante o encontro, que reuniu autoridades, representantes do setor agroindustrial e especialistas, as potencialidades da cadeia produtiva e a logística portuária receberam destaque.

Sob realização do Sintecon, o evento continua hoje, ampliando os debates sobre temas estratégicos como qualidade do grão, exigências internacionais para exportação, logística de transporte e o cenário da produção gaúcha.

O Brasil atingiu um volume de 60% em produção e exportação de soja. O Porto de Rio Grande tem grande protagonismo nesta porcentagem, por compreender a maior parte do montante que é exportado pelos portos gaúchos. Neste sentido, os painéis detalham a importância dos monitoramentos dos produtos e da qualidade da soja para o cumprimento das exigências internacionais.

A avaliação é que garantir que cada grão exportado atenda aos protocolos sanitários é um diferencial competitivo, tanto para o porto, quanto para o agronegócio gaúcho.

Biorrefinaria e culturas de inverno

A produção gaúcha tem buscado integrar-se às novas cadeias de bioenergia. Na reta final de aprovação do projeto da biorrefinaria, uns dos principais investimentos da região Sul com previsão início de operação no próximo ano, a Refinaria de Petróleo Rio-grandense (RPR), integrou a programação do evento abordando a relação das novas matrizes energéticas com o agronegócio e o processo de exportação.

O head de biorrefino da RPR, Flávio Mingorance, abordou os papéis das culturas de inverno na transição energética. Segundo ele, a biorrefinaria precisa ser resiliente ao mercado externo e isso passa pelo desenvolvimento dessas culturas rotacionais.

A localização estratégica da Refinaria Rio-grandense, nas proximidades do principal porto do Rio Grande do Sul, também representa uma grande vantagem em função da grande oferta de biomassa existente na região Sul e que percorre esta rota.

O projeto da biorrefinaria compreende a produção de combustível sustentável de aviação (SAF), diesel renovável, bio-nafta, bio-GL e outros produtos renováveis, utilizando como matéria-prima óleos vegetais, gordura animal e óleos residuais. O investimento é de R$ 1 bilhão, com impacto positivo previsto no impulsionamento do agro gaúcho, além da geração de quatro mil empregos na construção e cerca de 500 postos de trabalho diretos na operação. “Devemos ter, até 2029, uma biorrefinaria padrão global”, projeta Mingorance.

Terminal de celulose

Outro importante investimento para a região Sul do Estado, e que será instalado em Rio Grande, é o terminal de celulose da CMPC. Com investimento superior a R$ 1,8 bilhão, será construído em um espaço privado, fora da poligonal do porto organizado, e será operado pela empresa rio-grandina Sagres, com expectativas para início entre 2027 e 2028.

O terminal será destinado para a movimentação e armazenagem de carga geral, com preferência para a celulose. Segundo o diretor geral do Terminal Rio Grande do Sul S/A, Leonardo Maurano, o empreendimento ainda irá destinar cerca de R$ 147 milhões para a dragagem de aprofundamento do Canal de Acesso ao porto público, beneficiando todos os usuários do complexo portuário. “Isso beneficia a operação de celulose e todas as demais. O frete marítimo também irá cair para todas as cargas, aumentando o volume carregado por navio”, diz.

A estrutura deverá contar com dois berços para navios para exportação da celulose e dois berços para descarga das barcaças. Além disso, será construído um armazém com 59 mil metros quadrados e demais estruturas auxiliares, gerando mais de 1,2 mil empregos durante as obras. “É um pedido que a prefeita tem feito, junto com o Sinduscon, para que a construção civil local participe do processo, o que vai impulsionar a mão de obra local, é também uma preocupação da empresa”, afirma Maurano.

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