Mario Schuster inaugura exposição individual na Ágape

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Mario Schuster inaugura exposição individual na Ágape

Artista plástico também vai participar da Bienal de Milão neste mês

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Mario Schuster inaugura exposição individual na Ágape
Schuster foi pauta de editorial da revista Artnow (Foto: Divulgação)

Quando o vento sussurra é o título da exposição que Mario Schuster apresenta na galeria de arte do Espaço Ágape. A vernissage ocorre nesta segunda-feira (23), a partir das 19h, na rua Anchieta, 4.480. A mostra, que propõe uma reflexão sobre o tempo, o olhar e as urgências da vida, reúne pinturas de acrílica sobre tela, de diversos tamanhos, além de desenhos com crayon e bico de pena.

Na série apresentada no Ágape, o artista busca através da acompanhar as mudanças impostas, com o passar dos meses, ao seu entorno. Um trabalho de sensível observação sobre os ciclos da vida, tiradas das vivências próxima à natureza do balneário Laranjal, onde tem seu ateliê. “Uma exposição em que o artista provoca uma reflexão sobre o tempo, a paciência e as transformações”, comenta Daniela Meine, dona da galeria.

Cada pincelada é um registro da paciência, como da árvore que aceita perder sua cor para ganhar uma nova alma, em um ciclo eterno de despedidas e renascimentos. Pelo olhar de Schuster o tempo não corre, ele floresce e desbota, tingindo a madeira e a tela com a mesma melancolia e esperança das estações.

(Foto: Reprodução)

Enquanto o mundo lá fora se consome na urgência do imediato, a árvore permanece. Ela não apressa o outono nem antecipa a primavera, suas cores não mudam por decreto, mas por entrega.
Esta exposição é um convite para desajustar o relógio do pulso e sintonizar o olhar com o relógio da seiva: onde a beleza não é um destino rápido, mas uma lenta e silenciosa travessia. “Nesta série o artista não busca paralisar o tempo, mas caminhar com ele”, observa Daniela. A visitação segue até 20 de abril, na Ágape Galeria de Arte, de segunda a sexta, das 9h às 12h, e das 14h às 19h, e sábado das 12h30min às 18h30min.

Pelo mundo

O pelotense Mário Schuster começou seus estudos em pintura nas aulas de desenho e de pintura do artista Nesmaro (Nestor Marques Rodrigues, 1917-1981). Mas também desenvolveu o gosto pelos estudos científicos, o que o levou à graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Pelotas.

Retomou as artes com o ingressou no Curso de Bacharelado em Artes Visuais da UFPel, no qual se formou em Pintura em 2007. Participou de várias exposições em Pelotas, como por exemplo no Espaço Ágape, Centro de Artes da UFPel e Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (Malg/UFPel).

Com uma abordagem contemporânea, sua arte conquistou visibilidade internacional. Ele realizou uma residência artística na ArtHouse Holland, em Leiderdrop, e exibiu suas obras em diversos locais de destaque em outros países, além de capitais brasileiras, como Porto Alegre, São Paulo, Florianópolis e Rio de Janeiro.

Na Itália

(Foto: Reprodução)

Recentemente, foi convidado a participar da Bienal de Milão (Biennale Milano), que começou na sexta-feira e vai até amanhã, em Milão (Itália). Com curadoria de Salvo Nugnes, a exposição vai apresentar a obra Fragili limiti, desenho com bico de pena e aquarela de autoria de Mario Schuster.

“Há artistas que pintam o silêncio. Mario é um desses guardiões do detalhe, alguém que encontra universos inteiros na fragilidade de uma asa de uma borboleta ou na sutil coreografia de um galho seco de uma árvore. Em seus trabalhos o ruído do mundo desacelera; a sua pintura é o gesto contrário da pressa: convida a lentidão, a escuta, ao olhar que escuta. Mário não retrata o mundo, ele o traduz em estado de espírito”, descreve o editorial da revista Artnow.

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