“A missão do Malg é salvaguardar a produção cultural do Estado”

Abre aspas

“A missão do Malg é salvaguardar a produção cultural do Estado”

Lizângela Torres – diretora do Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo

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“A missão do Malg é salvaguardar a produção cultural do Estado”
(Foto: Divulgação)

Um dos espaços de arte mais importantes de Pelotas completa 40 anos em 2026 e desde novembro do ano passado celebra a data com exposições e eventos especiais. O Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (Malg) é ligado ao Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e reúne cerca de cinco mil itens em seu acervo. O Museu homenageia um dos pintores mais importantes do Brasil com relevância no cenário internacional. Até o dia 23 de maio, a exposição Confabulações: Coleção Roberto Bonini encontra o Malg reúne obras de Leopoldo Gotuzzo com curadoria da diretora. Aberto de terça a sábado das 13h às 18h30min, com entrada gratuita. Informações na página @malg.ufpel.

Quem foi Leopoldo Gotuzzo?
Um pintor pelotense que atuou desde o início do século 20. A partir da primeira década de 1900, ele já trabalhava com pintura, desenho, teve sua formação inicial em Pelotas, foi estudar em vários países na Europa, até se estabelecer no Rio de Janeiro. Viveu até a década de 80 e pintou até os últimos anos de vida. Foi um artista que trabalhou muito, sobretudo na área da pintura e tem uma produção extensa também em desenho.

Qual a relação do Malg com a Escola de Belas Artes?
A Escola de Belas Artes era uma escola tradicional que formou muitos artistas importantes que participam do circuito nacional das artes visuais. Ao longo do tempo foi incorporada à UFPel com todo seu acervo. Também foi se adquirindo obras de alunos que eram premiados em salões da escola e doações da comunidade. Inicialmente o acervo se tornou uma Pinacoteca para, no futuro, com a primeira doação que foi justamente do Leopoldo Gotuzzo, se formar o museu. É um acervo muito significativo, tem uma importância histórica, cultural e artística. A missão do Malg é salvaguardar a produção cultural do Estado, mas temos obras que também são de artistas internacionais.

Dos mais de cinco mil itens, quais são os mais curiosos?
Nosso acervo possui oito coleções, a maior se chama Vinholes, doada por um pelotense que tem um carinho especial pelo Malg. Ele doou obras e itens culturais. Temos um mapa de 1600, assim como uma importante coleção de artefatos e itens da cultura japonesa. Cerâmicas, porcelanas e uma coleção incrível de gravura japonesa, em torno de meados de 1800. Pretendemos, no final do ano, fazer uma exposição itinerante dessa coleção.

Outro pelotense ilustre é Antônio Caringi, considerado o maior estatuário da história da arte no Rio Grande do Sul. Ele também faz parte do acervo?
Temos a coleção Caringi com muitas esculturas e estudos em gesso de alguns monumentos. Temos o intuito de fazer uma exposição dele, quem sabe para o ano que vem, porque é um acervo incrível e para relacionar com a produção de arte urbana dele, com as esculturas que permeiam a cidade. Seria uma forma interessante de fazer essa relação do artista que é uma referência com educação patrimonial.

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