Há 100 anos
Em 20 de março de 1926 foi inaugurado o Hotel Gotuzzo, iniciativa do empresário Haroldo Gotuzzo, que se tornou símbolo de modernidade para a época. A abertura do estabelecimento foi badalada pela imprensa local que descreveu todas as novidades da proposta. A gerência era de José Orlandi. “Dizia o jornal O Libertador de 22 de janeiro de 1926 que Pelotas seria dotada de mais um confortável hotel, instalado com todos os requisitos de higiene e dirigido diretamente pelo seu proprietário, com auxiliares competentes”, reproduziu o pesquisador Adão Fernando Monquelat, no blog Pelotas de ontem.
O empreendimento ocupou um palacete na rua Andrade Neves esquina com Voluntários. Em todos os quartos, eram mais de 25, havia luz direta. Sem poupar recursos, Gotuzzo equipou os quartos com água encanada e pias, adquiridas na casa V.F.Behrensdorf e Cia, que também forneceu os oleados que cobriam o assoalho.
Todo o mobiliário foi fornecido pela Marcenaria Modelo, da Palzer e Companhia. Os cristais e as louças froam adquiridos também no comércio local, em casas como F. Duval, Casa Ramos e o Palácio de Crystal.
Os talheres da Christofle, renomada marca francesa de luxo, foram comprados na Casa Levy, que ficava na 15 de Novembro, entre Voluntários e General Neto, e Kramer. O serviço de instalação de luz elétrico foi da Buxton Guilayn e Company. A cozinha foi aparelhada por Henrique Todt.
Fechado
O estabelecimento funcionou por apenas dois anos, sendo fechado em agosto de 1928, e posteriormente leiloado. A partir de então, no mesmo endereço funcionou o Hotel Lagache de Joaquim Martins Filho até 1930.
O Gotuzzo mais antigo
Na monografia A Trajetória do Hotel Aliança (1843-1968): 124 anos de História em Pelotas/RS. Monografia, L.P. Teixeira, em 2018, bacharelando em Turismo, pela Universidade Federal de Pelotas, descreve que a hotelaria no município começou a surgir na segunda metade do século 19, quando se tem registros do primeiro hotel em funcionamento, em 1843.
“O Hotel Aliança, compreendido como o estabelecimento hoteleiro mais antigo da cidade de que se tem registro, teve como proprietário o imigrante alemão Adolph Hermann Schreiber, e, a partir de 1853, a família Gotuzzo dirigiu o hotel até a década de 1920, quando o vendeu para Jeronymo Del Grande. Martin Zabaleta, seu proprietário desde 1943, vendeu o hotel em 1968, que foi demolido para a construção de uma galeria e de um edifício de 12 andares. Assim, o hotel esteve em funcionamento por 125 anos”, descreve.
Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; A Trajetória do Hotel Aliança (1843-1968): 124 anos de História em Pelotas/RS. Monografia, Bacharelado em Turismo, Universidade Federal de Pelotas, L.P.Teixeira (2018); blog Pelotas de ontem, de A.F. Monquelat
Há 50 anos
Prefeitura de Rio Grande dá início ao novo trecho do calçadão da Bacelar

(Foto: Reprodução)
Em Rio Grande, a construção do terceiro trecho do calçadão da rua General Bacelar foi iniciada em março de 1976. Foi calçada a parte da via compreendida entre as ruas Zalony e Benjamin Constant, alterando drasticamente a paisagem do centro histórico do município.
A obra, que chegou ao mais longo trecho do calçadão, dava continuidade ao plano da prefeitura da época, sob o comando do prefeito Rubens Emil Corrêa, de reservar consideráveis espaços no centro da cidade, unicamente para uso dos pedestres.
O projeto previu a substituição do calçamento com pedras irregulares, por bloquetes e canteiros com flores. O objetivo era também modernizar a rua General Bacelar.
Preservar ou não
Claro, que o calçadão, não agradou a todos, assim como ocorreu em Porto Alegre, onde a troca das velhas pedras da rua da Praia, por modernas lajotas, provocou a ira dos que defendiam a preservação dos aspectos históricos das cidades.
Por sua vez, a prefeitura defendeu o projeto apontando esta, como uma medida humanizadora do centro urbano, proporcionando maior conforto e segurança aos pedestres, que disputavam o acesso àquela via, caracterizada pelos espaços comerciais, com automóveis e outros veículos.
No futuro
Os dois trechos feitos anteriormente compreendiam as ruas Duque de Caxias, Andradas e Zalony. Em uma fase seguinte, a prefeitura projetava estender o calçadão da Bacelar da Duque de Caxias até a General Neto, o que de fato aconteceu.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense