Outono será de chuvas um pouco abaixo da média na Zona Sul

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Outono será de chuvas um pouco abaixo da média na Zona Sul

Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas (CPPMet) da UFPel projeta que os primeiros dias serão de manutenção do calor e de áreas de instabilidade

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Atualizado sexta-feira,
20 de Março de 2026 às 17:14

Outono será de chuvas um pouco abaixo da média na Zona Sul
As características da nova estação são aumento da amplitude térmica, dias mais curtos, noites mais longas, ventos mais frequentes e queda gradual nas temperaturas. (Foto: Jô Folha)

Desde às 11h45min desta sexta-feira (20), o Hemisfério Sul está em uma nova estação. O outono chegou, especialmente no Rio Grande do Sul, preservando características do verão, com altas temperaturas, predomínio de sol e sensação de abafamento. No entanto, o Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas (CPPMet) da UFPel projeta que os primeiros dias da estação de transição entre verão e inverno, serão de manutenção do calor e de áreas de instabilidade.

Segundo o meteorologista do órgão, Lucas Mendes, a tendência é que outono seja de chuvas um pouco abaixo do normal para a época. “Estamos em uma condição de transição entre um La Niña mais fraco, em direção a uma neutralidade que deve perdurar, pelo menos, até por volta de setembro. Depois, podemos ter outra mudança de chave com a chegada de um El Niño”, projeta.

As características da nova estação são aumento da amplitude térmica, dias mais curtos, noites mais longas, ventos mais frequentes e queda gradual nas temperaturas. A chegada do frio mais intenso deve demorar um pouco mais, concentrando-se entre o final de maio e junho. O Sul do Brasil tende a ter dias mais quentes e secos que o normal no início da estação.

Próximos dias

A partir do final da tarde de sábado, a Zona Sul deve contar com a entrada de uma frente fria, que deve ocasionar pancadas de chuva, acompanhadas de trovoadas. O céu deve contar com variação de nebulosidade. O acumulado de chuva deve variar entre quatro e 25 milímetros. Entre a madrugada de sábado para domingo, a tendência é de chuva persistente, mantendo o amanhecer em condição instável. As temperaturas no sábado ficam na casa em torno de 21 graus de mínima, e máxima próxima de 31 graus. Já para o domingo, essa condição de frente fria causa um decréscimo nas temperaturas, com a máxima na casa dos 26 graus.

A segunda-feira, 23, também deve ser de instabilidade, tempo mais fechado, pancadas de chuvas acompanhadas de trovoadas na Zona Sul. Essa chuva deverá ser mais recorrente ao longo do dia, com um acumulado entre 10 e 25 milímetros. A sensação de abafamento presente ao longo da última semana do verão deverá permanecer nestes primeiros dias.

A massa de ar quente que estava mais presente, deixa de atuar na região Sul e há a entrada de uma massa de ar mais fria. “A terça e a quarta-feira devem ser de predominância de tempo bom. Mínimas entre 17 a 18 graus e máxima em torno de 24 a 25 graus. Ao longo da semana, gradativamente, em alguns dias, se verá um aumento de temperatura, chegando a máximas em torno de 28 a 30 graus e com possibilidade, devido ao aquecimento, de alguma chuva muito rápida”, afirma o meteorologista.

Cultura de outono

O engenheiro agrônomo, supervisor regional da Emater Ascar-RS, Edgar M. Norenberg, destaca que a maior preocupação para o outono são as culturas de verão que estão em fase de colheita, como o arroz (em colheita mais avançada), a soja e o milho. “Já tivemos problemas de perda de soja por excesso de chuvas no período da colheita, mas acho que não temos esse risco neste ano.  Deveremos ter temporais localizados e rápidos, sem muito tempo de precipitação”, projeta.

O cenário ainda é positivo para a agricultura da região Sul, mesmo que não tenha culturas expressivas de outono/inverno. O destaque é para a importância das pastagens para a pecuária, tanto de corte como de leite. “Ainda temos muito pouco trigo, que é plantado bem tarde, em julho. A canola, que é da época, está recém entrando na região e temos bem poucos produtores e com áreas pequenas, e cevada não temos mais”, avalia Edgar.

 

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