Como e por quê você resolveu criar um empreendimento voltado ao sossego e à natureza? Foi uma iniciativa pessoal?
Acho que a gente construiu a cabana muito baseado nas nossas viagens. Eu e a Cindy sempre viajamos bastante, gostamos muito da Patagônia e de lugares com essa proposta. E fomos percebendo que faltava algo mais imerso na natureza aqui na região de Pelotas. Como a gente é pelotense, sentia essa ausência. Durante a pandemia, decidimos iniciar esse sonho, que acabou sendo concluído só no começo deste ano.
Por que vocês escolheram a Cascata como o local ideal para esse empreendimento?
Parte da minha família é da zona rural, então a gente já tinha essa conexão. Estávamos procurando um lugar que se encaixasse na ideia, bem imerso na natureza. A cabana fica praticamente dentro da mata, muito próxima dela. A gente também queria um terreno com relevo, mais alto – não queríamos um lugar plano. Esse era um ponto importante para o projeto.
Qual é o principal diferencial do Hygge House?
Acho que tudo parte do conceito do nome da casa. “Hygge” é um conceito nórdico que significa aconchego. Não tem uma tradução exata para o português, mas é aquele momento confortável, como tomar um chocolate quente perto da lareira. A proposta da cabana gira em torno disso: aconchego, silêncio e imersão na natureza. O modelo da cabana também segue uma inspiração nórdica, então tudo foi pensado a partir dessa ideia.
A cabana traduz muito essa ideia de desacelerar, descansar a mente e o corpo – isso também dialoga com desenvolvimento econômico e geração de renda. Vocês enxergam esse impacto?
Com certeza. A região precisa disso. Outro dia eu conversava com outras pessoas que também têm empreendimentos e anunciam no Airbnb. Esse tipo de hospedagem é muito comum na Serra, e muitas vezes as pessoas precisam se deslocar até lá. Ter esse conceito aqui na região é muito importante, para que o público local também possa aproveitar.
O público de vocês é mais local ou já estão recebendo pessoas de fora da Zona Sul?
A maioria ainda é de Pelotas, cerca de 90%, e principalmente casais – embora a cabana comporte até quatro pessoas. Mas já começamos a receber gente de fora. Tivemos um hóspede pelotense que mora na França e veio se hospedar aqui, além de pessoas de outras cidades, como Erechim.
Entre tantas vantagens, além da experiência em si, o que a nossa região tem de diferente da Serra, por exemplo?
Eu acho que a nossa região também é muito bonita. Talvez não seja tão diferente, mas ainda é pouco explorada. Temos montanhas, cachoeiras e uma natureza muito rica. Muitas pessoas daqui mesmo ainda não conhecem tão bem a zona rural. Existe um potencial grande de exploração nesse sentido.
Há planos de expansão do empreendimento?
Sim, mas de forma controlada. Nunca foi a ideia crescer rapidamente ou ter muitas unidades. Queremos manter o sossego e a privacidade. Quem vai lá sempre comenta sobre o silêncio, e isso é algo que a gente quer preservar.
Para quem quiser conhecer, como funciona o agendamento?
Pode ser pelo Instagram ou pelo Airbnb. Pelo Instagram, @hyggehousebr, lá a gente já direciona para a plataforma. No começo era um sonho, hoje é uma realidade. E o nosso convite é para que as pessoas possam viver essa experiência e desacelerar em meio à natureza.